A Morte Segundo o Espiritismo | O que Acontece na Morte + Livros

Tempo de leitura: 12 minutos

Você tem dúvidas sobre o que acontece após a morte? Se vai para o céu ou inferno. E o que vai acontecer com seu corpo no momento da morte? A morte segundo o espiritismo pode te ajudar a compreender melhor essas e outras questões sobre as incertezas sobre esse tema.

Para entender a morte segundo o espiritismo, temos que entender que a morte não existe. Mas como assim, a morte não existe? Você se pergunta que isso não é possível, pois já conheceu alguém que morreu e também já foi em algum velório ou enterro.

Na doutrina espírita acredita-se que o momento da morte é apenas uma passagem para que se continue a vida sem a matéria. Isso é: sem a necessidade de se ter um corpo físico para continuar vivo.

E para descobrir mais sobre a morte segundo o espiritismo neste artigo você vai aprender:

  • O que acontece com o corpo após a morte;
  • O espírito depois que morre fica perturbado?
  • Vou para o céu ou para o inferno?
  • Principais livros sobre a morte segundo o espiritismo.
  • Artigos adicionais sobre a vida após a morte.

Continue a leitura deste texto para tirar suas dúvidas e conhecer como a doutrina explica os fenômenos ligados a morte segundo o espiritismo.

Saber Mais

O que acontece com o corpo após a morte segundo o espiritismo

Antes de explicar o que acontece com o corpo após a morte, é importante entender do que cada ser é constituído e porque temos medo da morte.

Conforme a doutrina espírita esclarece, todo ser tem além do corpo físico, espírito ou alma e perispírito. Mas o que é cada um deles?

Kardec comenta no Livro dos Espíritos que o corpo é aquele que vemos, isso é, a matéria. O espírito ou alma é o espírito encarnado, e o perispírito é uma substância semimaterial que serve para unir o corpo à alma.

Quando o corpo físico não responde mais as interversões da ciência, isso é, quando há esgotamento dos órgãos, chega o momento em que o corpo cumpre sua trajetória terrestre.

Só de pensar o final dessa trajetória, independente da religião, o medo de morre é peculiar em todo ser humano. Esse temor, segundo o livro Céu e Inferno de Allan Kardec é o resultado da necessidade de conservação da matéria (corpo e da perda daquilo que nos cerca).

E é fato que se o ser tem apego a matéria, de certo ele não acredita que continuará vivendo depois da morte do seu corpo. Mas a realidade que a doutrina espírita apresenta é outra.

Na pergunta 149 do Livro dos Espíritos, Kardec questiona o que acontece com a alma no momento da morte, e os espíritos respondem sem rodeios que a alma volta ao mundo dos espíritos de onde se afastou temporariamente.

E durante esse desligamento do corpo da alma, como tudo ocorre? Será que a alma tem consciência do que aconteceu no momento da morte?

Estado de transtorno do espírito após a morte

Você já deve ter ouvido que os espíritos após morrerem, ficam vagando ou até mesmo dando continuidade as suas tarefas que fazia enquanto estavam vivos.

Essa desorientação após o momento da morte é praticamente normal aos espíritos que ainda são e estão apegados à matéria.

Os espíritos detalham esse estado de transtorno conforme a pergunta 145, no Livro dos Espíritos:

“No momento da morte, tudo se apresenta confuso; é-lhe preciso algum tempo para se reconhecer; ela conserva-se tonta, no estado do homem que sai de profundo sono e que procura compreender a sua situação. A lucidez das ideias e a memória do passado lhe voltam, à medida que se destrói a influência da matéria de que ela acaba de separar-se, e que se dissipa o nevoeiro que lhe obscurece os pensamentos”.

A adaptação

Durante o período em que o espírito está se situando, ele ainda leva tempo, que varia conforme o estado evolutivo de cada um, para perceber que morreu. Pode levar algumas horas, como muitos dias, meses ou anos.

Os espíritos revelaram ainda a Kardec que o momento de perturbação não pode ser considerado como algo aflitivo para o homem de bem.

“Para aquele cuja consciência não é pura e amou mais a vida corporal que a espiritual, esse momento é cheio de ansiedade e de angústias, que vão aumentando à medida que ele se reconhece, porque então sente medo e certo terror diante do que vê e sobretudo do que entrevê”, diz o Livro dos Espíritos.

Essa ligação com a matéria coloca o espirito a sentir, após a morte sensações físicas, que para ele servem como alívio e o deixa feliz, pois não experimenta, temporariamente, as dores corporais que o incomodavam momentos antes a sua morte.

Mas se o espírito fez coisas boas e ruins, como saber se ele vai para o céu ou para o inferno?

Vou para o céu ou para o inferno?

O espírita acredita que vamos para o local onde se encontra nossos desejos, sendo eles bons ou ruins, pois o céu ou o inferno está dentro de cada um de nós e são considerados um estado da alma.

A morte segundo o espiritismo - Céu e Inferno

O espiritismo nos estabelece que não existem locais onde o sofrimento é eterno e que os bons não ficam em lugar de ociosidade e apreciação sem fim.

O céu e o inferno são apenas metáforas e foram criadas pela tendência que o homem tem em materializar e delimitar as coisas, pois ainda não compreende o significado do infinito.

Umbral

E o que dizer sobre o Umbral. Seria o inferno criado pelos espiritas ou um lugar para onde os espíritos muito inferiores moram?  A resposta é nem uma coisa, nem outra.

Quando Allan Kardec codificou a doutrina espírita, o termo umbral não foi citado em nenhuma de suas obras. Essa palavra ficou mais evidente nos livros de Chico Xavier, ditados pelo espírito de André Luiz.

No livro Nosso Lar, no capítulo 12 de nome O Umbral, André Luiz pergunta ao espírito Lísias que o acompanha na colônia, o que seria o umbral. Tentaremos resumir em algumas linhas a explicação de Lísias.

O umbral atua como um local destinado ao gasto dos resíduos mentais, como se fosse um purgatório, onde aos poucos vão se dissipando todas as ilusões que quando encarnado o espírito acumulou na vida.

A Providência Divina foi sabia ao criar o umbral, segundo Lísias. Nela passam multidões de espíritos indecisos e ignorantes, que não são extremamente cruéis para serem enviados a colônias de restauração mais penosas, nem tão nobres para serem encaminhados aos planos de elevação.

O umbral foi materializado com vigor nos filmes Nosso Lar e também no longa metragem Amor Além da Vida. “Lá vivem, agrupam-se, os revoltados de toda espécie. Formam, igualmente, núcleos invisíveis de notável poder, pela concentração das tendências e desejos gerais”, relata Lísias dos espíritos que passam pelo umbral.

O fato é que a morte não pode ser evitada, e não devemos nos preocupar com a chegada desse momento e sim no que estamos fazendo para termos uma passagem fraterna e livre das afeições à matéria.

Principais livros sobre a morte segundo o espiritismo

A doutrina espírita dispõe de inúmeros livros que esclarecem mais a fundo com a morte é vista segundo o espiritismo.

Os estilos literários que possuem uma demanda sobre os títulos a respeito de a morte segundo o espiritismo são os mais variados. Conheça agora 4 livros para entender mais sobre a morte na visão espírita.

Nosso Lar

Um dos livros mais lidos da doutrina espírita, onde André Luiz narra seu dia a dia na colônia espiritual homônima. Ele conta as descobertas e considerações sobre a continuação de sua vida, após deixar a Terra. O livro foi psicografado por Chico Xavier e transformado em filme, chegando aos cinemas em 2010.

nosso lar

Leia um trecho do livro:

Lísias, o companheiro amável de todos os dias, não regateava explicações. A morte do corpo não conduz o homem a situações miraculosas, dizia. Todo processo evolutivo implica gradação. Há regiões múltiplas para os desencarnados, como existem planos inúmeros e surpreendentes para as criaturas envolvidas de carne terrestre. Almas e sentimentos, formas e coisas, obedecem a princípios de desenvolvimento natural e hierarquia justa”; capítulo nº 7 – Explicações de Lísias.

Além da morte

Psicografado por Divaldo Pereira Franco e ditado pelo espírito de Otília Gonçalves, esta obra relata os momentos de vida após a morte de uma das dirigentes da Casa do Caminho. Instituição criada por Divaldo e que atua no amparo a diversas famílias carentes na Bahia. Otília relata as sensações que ela experimentou logo após desencarnar.

“Em meio a esse conjunto de anseios e interpelações, entre evocações de enganos sofridos e receios dos efeitos que chegariam, vi-me, de súbito, diante do grande painel, ligado à minha mente, para o qual fui poderosamente atraída. Pude ver, como numa grande tela cinematográfica, o desenrolar dos fatos que representavam a minha existência, em miraculoso retrospecto, repetindo-se em vertiginosa celeridade, sem omissão de qualquer detalhe. Revi-me na infância, programando os jogos do futuro no tabuleiro da inocência. Coisas e acontecimentos mortos em minhas lembranças surgiam-me com seus contornos e nitidez impressionantes, gritando-me à memória em brasa os erros e gravames das atitudes nem sempre dignas de antes” ; capítulo nº 2 – A Caminho do Sepulcro.

E a vida continua…

Também ditado pelo espírito de André Luiz e psicografado por Chico Xavier. E a vida continua fala da história de duas pessoas que se conheceram em uma estância hidromineral quando encarnados. Acometidos por problemas de saúde desencarnam e voltam a se encontrar. Mas nesse encontro eles não percebem que já estão desencarnados. Passam a se adaptar aos aprendizados diários no mundo espiritual. Assim como o livro Nosso Lar, E a vida continua também foi adaptado e transformado em filme em 2012. Acompanhe um trecho do livro:

“Instrutor Ribas, conquanto o senhor tenha feito referências a meus ‘primeiros tempos de vida espiritual’, é verdade que somos Espíritos desencarnados, pessoas que não mais habitam a Terra? – Perfeitamente, embora a irmã não consiga ainda certificar-se disso. – Porque semelhante inadaptação? – Falta de preparo na vida física. De modo geral, a sua posição de surpresa é comum a maioria das criaturas terrestres. Em virtude da ausência de integração real com as experiências religiosas a que se afeiçoam”; capítulo 10 – Evelina Serpa.

Violetas na janela

A jovem Patrícia relata seu contato com o mundo espiritual após seu desencarne aos 19 anos. Estudante do espiritismo quando encarnada ela detalha sua colônia espiritual. Como e por quem foi recebida em um quarto que lembrava o de um hospital.

“Estava vestida com meu pijama azul de malha. Arrumei com as mãos meus cabelos. “Onde será que estou?” pensei. Não conhecia o local e nem aquele senhor, que calmamente continuava a sorrir. Não tive medo e nem me apavorei. Fiquei calada por minutos, tentando entender. Até que o risonho senhor me dirigiu a palavra. —Oi, Patrícia! Como se sente? —Bem… Pensei no meu pai. Senti-o. Interroguei-o mentalmente: “Papai, que faço?”. “Calma, esteja tranquila, diante do desconhecido, procure conhecer; nas dificuldades ache soluções. Pense em Jesus. O Divino Mestre é a Luz do nosso caminho.” Papai respondeu dentro de mim. Era como se pensasse com a voz dele. Senti coragem e ânimo, certamente fluidos que me enviava. Confiei. Voltei a cabeça na direção daquele senhor, olhei-o fixamente e indaguei: —Como sabe meu nome?”; capítulo nº 1 Despertando.

shadow-ornament



Entrar Para O Grupo De Membros

 seta-direitaQuero Testar! Ouça Agora e Assine! - Novos artigos e lições transformadoras!!

trofeuSou Leonardo, idealizador do Blog Canoro e quero reiterar meu convite.
Além dos artigos do blog, que são baseados nas dúvidas da nossa comunidade, temos artigos espíritas em áudio também, trechos dos livros de Allan Kardec.

  • Toda segunda-feira um resumos dos novos artigos do Portal Espírita Canoro.
  • Lições exclusivas de livros de Allan Kardec em áudio.

Conhecimento, Evolução, Aprendizado

Insira o seu endereço de email abaixo para receber gratuitamente as atualizações do blog!>

arrow
shadow-ornament


Conclusão – Segundo espiritismo o que acontece após a morte

Como percebemos, a doutrina espírita é a religião consoladora. Que de forma racional nos esclarece que a morte segundo o espiritismo é como uma troca de roupa. Nada devemos temer quando seguimos os ensinamentos de Cristo e os colocamos em prática em nosso dia a dia.

Mesmo sendo normal do ser humano sentir medo do desconhecido, sigamos os bons exemplos de vivência na terra. Não deixando de acreditar que fazer o bem ao próximo pode não parecer vantajoso em determinados momentos. Mas após nosso desencarne seremos recompensados pelas boas ações que fizemos sem interesse.

Apreendeu um pouco mais sobre a morte segundo o espiritismo com esse artigo?  Aprenda ainda mais sobre a doutrina espírita recebendo conteúdo exclusivo em seu e-mail, como audiobook espírita.

Mais sobre A Morte Segundo o Espiritismo.

Temos mais uma artigo sobre o tema A Morte Segundo o Espiritismo, que trata dos assuntos abaixo.

  • Morte espiritismo: o momento da morte
  • As colônias espirituais
  • Sou espírita. Então por que dói tanto vivenciar o desencarne de um ente querido?
  • O Luto é necessário

Continuar leitura sobre a Morte Segundo o Espiritismo…

4 votes

3 Comentários



  1. Pratico a Religião Espírita e gostaria de receber artigos relacionados com a Religião para que possa ter um melhor conhecimento, para transmitir nas reuniões espíritas nas quais participo.

    Responder

    1. Se possível publiquem para que pessoas da mesma religião contactuem comigo.

      Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.