A Morte Segundo o Espiritismo

Tempo de leitura: 12 minutos

Vivenciar o momento da morte de alguém querido é, sem dúvidas, um dos acontecimentos mais difíceis que podemos enfrentar na nossa travessia terrena. Aprender a lidar com a saudade, com a dificuldade em reconhecer o cotidiano sem aquela presença amiga e conseguir superar a tristeza para seguir adiante com a própria vida são provações difíceis. Provações que exigem tempo, paciência e, sobretudo, fé. Conhecer o que é a morte segundo o espiritismo pode ser um consolo nesse momento delicado. É por isso que o nosso artigo de hoje é tão especial. Ele é necessário para aqueles que estão sofrendo. Assim como para os que desejam estudar e aprender mais sobre morte espiritismo.

a morte segundo o espiritismo

Não importa a idade ou a forma como um alguém querido se foi, o adeus – ou o “até logo” – é sempre doloroso. Traz consigo uma série de dúvidas para nós, irmãos de ideal espírita, e para aqueles que ainda não conhecem a Doutrina. A morte é o fim de tudo? Nós nunca mais nos reencontraremos com aqueles que morreram? Para onde vão as pessoas após a morte? A morte é mesmo uma passagem para uma vida em outro lugar?

Nossos irmãos e guias espirituais conhecem todas nossas dúvidas e temores. Então, através do contato com médiuns como Chico Xavier e Allan Kardec, o fundador do espiritismo, dão luz a essas e muitas outras explicações. Passamos a entender sobre a morte para auxiliar a nossa trajetória e as provações pelas quais temos que passar. Nesse artigo, vamos apresentar um pouco do que a Doutrina Espírita nos ensina sobre o tema e o que é a morte segundo o espiritismo, na esperança de trazer paz e luz para aqueles que estão em luto e também auxiliar os que desejam estudar e aprender mais sobre morte espiritismo.

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A morte segundo o espiritismo

A Morte Segundo o Espiritismo
A morte segundo o espiritismo, nas palavras de Allan Kardec, é a passagem para o verdadeiro mundo

Se você é espírita ou se já leu algum livro da Doutrina sobre morte espiritismo, com certeza está familiarizado com o uso do termo “passagem” para fazer referência à morte. A palavra “morte” dá a ideia de fim e, comumente, traz uma carga negativa, que pode despertar medo e intensificar a sensação de perda. Por isso, o espiritismo trata o desencarne – ou seja, o momento da morte – como uma passagem. A morte segundo o espiritismo, nas palavras de Allan Kardec, é a passagem para o verdadeiro mundo: o mundo dos espíritos.

Para entender o que é a morte segundo o espiritismo, é fundamental considerar que nós, seres encarnados, somos, antes de tudo, espíritos. Também é preciso ter em mente que os espíritos são seres imortais, com trajetórias que vão muito além deste planeta. Estar encarnado na Terra é apenas uma das muitas etapas que nós, como espíritos, temos de viver para seguir na nossa caminhada espiritual e aprimorar nossa reforma íntima. Um corpo sem um espírito não é nada além da matéria, mas o espírito continua como é mesmo sem estar ligado a um corpo físico, ou seja, o espírito não morre quando deixa o corpo no momento da morte.

Sendo assim, a passagem, o desencarne ou o momento da morte são uma volta para casa. O espírito necessita encarnar na Terra, que é um espaço de expiações e aprendizado, para experimentar aquilo que é necessário para a sua evolução. Depois de cumprida a sua missão, o espírito se liberta do corpo físico e, então, chega a hora de se desligar da matéria e voltar ao que os espíritos chamam de “vida eterna”: a vida como espírito.

A morte em “O Livro dos Espíritos”

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Quando o espírito completou a sua missão nessa encarnação, ele deixa o corpo que o serviu temporariamente no momento da morte

“O Livro dos Espíritos” é, sem dúvidas, uma das obras mais importantes da Codificação Espírita feita pelo cientista francês Allan Kardec. Nela, Kardec, sob a orientação de guias espirituais, nos traz uma série de respostas sobre o mundo dos espíritos. Ainda esclarece sobre a morte espiritismo, o momento da morte e o pós-morte.

Segundo os ensinamentos de Kardec, a morte em “O Livro dos Espíritos” é assim explicada: quando alguém morre significa que o seu espírito se libertou do corpo. Para entender mais facilmente o que é o corpo e a sua relação com o espírito, basta pensar numa roupa que usamos por muito tempo: nós gostamos daquela roupa, a necessitamos para sair de casa, aprendemos a cuidá-la e a preservá-la da melhor forma possível. Depois de certo tempo, essa roupa já não nos servirá mais, então é hora de deixá-la para trás. Assim é a morte espiritismo: quando o espírito completou a sua missão nessa encarnação, ele deixa o corpo que o serviu temporariamente no momento da morte e que já não lhe é mais útil. Da mesma forma como continuamos sendo nós mesmos quando nos despimos daquela roupa, o espírito continua intacto fora do corpo e seguirá a sua trajetória.

Reencarnações:

As reencarnações são oportunidades que nós, espíritos, recebemos para, um dia, nos tornarmos seres perfeitos. A cada reencarnação, o espírito recebe um corpo, que o acompanhará durante os anos em que permanecer na Terra. É preciso, então, cuidar do corpo da melhor forma possível, sem esquecer que o corpo, assim como a nossa estadia na Terra, é temporário. “É a vida do Espírito que é eterna; a do corpo é transitória e passageira. Quando o corpo morre, a alma retorna à vida eterna” (O Livro dos Espíritos, p. 78, resposta à questão 153).

Morte espiritismo: o momento da morte

momento da morte
O momento da morte, quando o espírito deixa o corpo, não é doloroso

Uma das inquietações que trazem mais angústias para aqueles que vivenciam a morte de alguém querido é a preocupação com o bem-estar desse ser amigo. Morrer é doloroso? Esse amigo querido estará sozinho? Como é o momento da morte para aquele que desencarna? Os ensinamentos dos espíritos através de Kardec trazem grande consolo a todos aqueles que sofrem por ter essas dúvidas e receios e desejam saber mais sobre morte espiritismo. Assim como a morte segundo o espiritismo. Desencarnar – ou morrer, como é mais comum ouvirmos – é algo natural e indolor. Por isso os espíritos caracterizam o desencarne como uma grande libertação na morte espiritismo.

O momento da morte, quando o espírito deixa o corpo, não é doloroso. Pelo contrário: segundo “O Livro dos Espíritos” sobre morte espiritismo, esse momento pode trazer grande sensação de alegria ao espírito que, muitas vezes, se vê livre de dores e angústias do seu corpo físico quando regressa ao mundo espiritual.

Morrer é solitário? Muitos espíritas gostam de pensar o desencarne, ou seja, o momento da morte, da mesma forma como pensam o nascimento. Quando nascemos, somos assistidos por nossos familiares, por médicos e amigos. Quando morremos, o que, de certa forma, é renascer no mundo espiritual, também não estamos sozinhos. É muito comum que familiares e entes queridos já desencarnados estejam presentes no momento da morte de um ser amado. Se não é assim, outros irmãos espirituais estarão presentes para auxiliar o espírito durante o seu regresso. Ou seja, a morte segundo o espiritismo nos diz que morrer não é solitário. Aquele irmão que desencarnou está sob os cuidados de outros espíritos de luz.

Para onde vamos após a morte?

A morte segundo o espiritismo
Para onde vamos após a morte? É um dos grandes questionamentos da humanidade

A pergunta “para onde vamos após a morte?” é um dos grandes questionamentos da humanidade e foi pela necessidade de responder a essa dúvida e saber mais sobre morte espiritismo que muitos irmãos de ideal espírita passaram a estudar a Doutrina. Responder a essa pergunta não é tarefa fácil. Sempre pensamos nas inúmeras escalas de evolução que existem no universo, as muitas moradas da casa do pai. Quando pensamos nos nossos entes queridos é mais fácil compreender como é a vida após o desencarne.

Após o momento da morte, os espíritos voltam ao mundo espiritual. São recebidos por irmãos de luz e, muitas vezes, passam um tempo sendo assistidos em espaços similares aos hospitais terrenos. Pode ser confuso para alguns espíritos o regresso ao mundo espiritual. Essa “confusão” depende, entre outros aspectos, do grau de apego à matéria e aos conhecimentos sobre morte espiritismo. Por exemplo: aquele que negou constantemente a existência de vida após a morte provavelmente demandará mais tempo para adaptar-se à vida no plano espiritual. Por outro lado, aqueles que têm a consciência de que a vida terrena e o corpo são passageiros se adaptará mais facilmente.

As colônias espirituais

Sabe-se que existem diversas Colônias Espirituais. O médium Chico Xavier, através do espírito André Luiz, detalhou uma dessas colônias, a Colônia Nosso Lar. Inclusive, virou tema de um dos mais famosos filmes espíritas nacionais. Em Nosso Lar, os espíritos recém-desencarnados são recebidos e atendidos por outros irmãos espirituais. Com o tempo (e dependendo do interesse próprio e do merecimento), podem exercer alguma função na Colônia. Sempre continuando os trabalhos da jornada espiritual.

Como vou reconhecer aquele ente querido que já desencarnou? Como é a aparência do espírito após o desencarne? Através do Livro dos Espíritos, sabemos que o espírito pode manter a aparência da sua última encarnação. Isso facilita o reencontro com familiares e seres queridos que acabam de retornar ao plano espiritual. Também sabemos que o espírito, quando está fora do corpo, exerce melhor as suas faculdades. Pode reconhecer ainda espíritos amigos através de formas que vão além da aparência. Afinal, a afinidade é aquilo que une os espíritos neste e no outro plano.

Sou espírita. Então por que dói tanto vivenciar o desencarne de um ente querido?

Você que é espírita, sabe que a morte está longe de significar o fim. Entende que aquele seu ente querido ainda existe e que está bem assistido por irmãos de luz. Sabe que vocês voltarão a se encontrar, mas, ainda assim, não consegue controlar a tristeza e a saudade. Afinal, por que dói tanto vivenciar o desencarne de alguém querido?

Sempre morei com os meus pais e tenho uma reação muito próxima com a minha mãe. É uma daquelas sintonias em que palavras não são necessárias para nos comunicarmos. Logo que me formei na universidade, fui morar em outro país e continuo lá até hoje. Não importa quantos anos se passaram, sempre que chega a hora de me despedir da minha mãe, sinto uma dor e uma saudade incontrolável. Eu sei que vamos continuar nos comunicando e que, em alguns meses, voltarei a vê-la pessoalmente. Mas é impossível não sentir tristeza ou saudade.

Para o espírita, assim como todos que reconhecem a morte segundo o espiritismo, enfrentar o desencarne de alguém querido é mais ou menos como o que acontece comigo ao me despedir da minha mãe. Isso em proporções muito diferentes, obviamente. Você, irmão de ideal espírita, sabe que ainda se comunica com o ser querido. Ser que já desencarnou e tem a consciência de que o adeus é apenas temporário. Ainda assim, a dor e a saudade são inevitáveis. Você ainda deve permanecer aqui para continuar a sua caminhada. Por estarem em mundos diferentes, você deve fazer isso sem a presença física daquele irmão que já desencarnou.

O Luto é necessário

É muito comum que os espíritas – e aqueles que reconhecem a morte segundo o espiritismo – se sintam culpados pela dificuldade que têm para superar a morte de um ser amado. Não se culpe! Viver o luto é necessário para todos nós e essa é uma das experiências necessárias para a nossa evolução espiritual. Continue fazendo suas preces e se dedicando ao trabalho e ao bem. Lembre-se sempre que o amor é o elo que faz com que espíritos simpáticos continuem se encontrando. Assim como caminhar juntos o tempo que podem. Sendo nesse plano ou no plano espiritual.

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Conhecimento, Evolução, Aprendizado

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Referências:
  • O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
  • Nosso Lar – Chico Xavier
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