Áudio: O Livro dos Médiuns – 2ºParte – Capítulo 16/1 – Médiuns Especiais

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Aprenda, no capítulo 16 do Livro dos Médiuns, fatos sobre os médiuns especiais, além de adquirir outros conhecimentos referentes aos tipos de médiuns.

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Os médiuns especiais

185. Além das categorias de
médiuns que acabamos de enumerar, a mediunidade apresenta uma variedade
infinita de matizes, que constituem os chamados médiuns especiais, dotados de
aptidões particulares, ainda não definidas, abstração feita das qualidades e
conhecimentos do Espírito que se manifesta.

A natureza das comunicações guarda sempre relação com a natureza do
Espírito e traz o cunho da sua elevação, ou da sua inferioridade, de seu saber,
ou de sua ignorância. Mas, em igualdade de merecimento, do ponto de vista
hierárquico, há nele incontestavelmente uma propensão para se ocupar de uma
coisa preferentemente a outra. Os Espíritos batedores, por exemplo, jamais
saem das manifestações físicas e, entre os que dão comunicações inteligentes,
há Espíritos poetas, músicos, desenhistas, moralistas, sábios, médicos, etc.
Falamos dos Espíritos de

mediana categoria, por isso que, chegando eles a um certo grau, as aptidões se
confundem na unidade da perfeição. Porém, de par com a aptidão do Espírito,
há a do médium, que é, para o primeiro, instrumento mais ou menos cômodo,
mais ou menos flexível e no qual descobre ele qualidades particulares que não
podemos apreciar.
Façamos uma comparação: um músico muito hábil tem ao seu alcance diversos
violinos, que todos, para o vulgo, são bons instrumentos, mas que são muito
diferentes uns dos outros para o artista consumado, o qual descobre neles
matizes de extrema delicadeza, que o levam a escolher uns e a rejeitar outros,
matizes que ele percebe por intuição, visto que não os pode definir. O mesmo
se dá com relação aos médiuns. Em igualdade de condições quanto às forças
mediúnicas, o Espírito preferirá um ou outro, conforme o gênero da
comunicação que queira transmitir. Assim, por exemplo, indivíduos há que,
como médiuns, escrevem admiráveis poesias, sendo certo que, em condições
ordinárias, jamais puderam ou souberam fazer dois versos; outros, ao
contrário, que são poetas e que, como médiuns, nunca puderam escrever
senão prosa, mau grado ao desejo que nutrem de escrever poesias. Outro
tanto sucede com o desenho, com a música, etc. Alguns há que, sem
possuírem de si mesmos conhecimentos científicos, demonstram especial
aptidão para receber comunicações eruditas; outros, para os estudos históricos;
outros servem mais facilmente de intérpretes aos Espíritos moralistas. Numa
palavra, qualquer que seja a maleabilidade do médium, as comunicações que
ele com mais facilidade recebe trazem geralmente um cunho especial; alguns
existem mesmo que não saem de uma certa ordem de idéias e, quando destas

se afastam, só obtêm comunicações incompletas, lacônicas e não raro falsas.
Além das causas de aptidão, os Espíritos também se comunicam mais ou menos
preferentemente por tal ou qual intermediário, de acordo com as suas
simpatias. Assim, em perfeita igualdade de condições, o mesmo Espírito será
muito mais explícito com certos médiuns, apenas porque estes lhe convêm
mais.O Livro dos Médiuns - Médiuns especiais

A natureza do médium e do espírito

186. Laboraria, pois, em erro
quem, simplesmente por ter ao seu alcance um bom médium, ainda mesmo
com a maior facilidade para escrever, entendesse de querer obter por ele boas
comunicações de todos os gêneros. A primeira condição é, não há contestar,
certificar-se a pessoa da fonte donde elas promanam, isto é, das qualidades do
Espírito que as transmite; porém, não é menos necessário ter em vista as
qualidades do instrumento oferecido ao Espírito. Cumpre, portanto, se estude a
natureza do médium, como se estuda a do Espírito, porquanto são esses os
dois elementos essenciais para a obtenção de um resultado satisfatório. Um
terceiro existe, que desempenha papel igualmente importante: é a intenção, o
pensamento íntimo, o sentimento mais ou menos louvável de quem interroga.
Isto facilmente se concebe. Para que uma comunicação seja boa, preciso é que
proceda de um Espírito bom; para que esse bom Espírito a POSSA transmitir
indispensável lhe é um bom instrumento; para que QUEIRA transmiti-la,
necessário se faz que o fim visado lhe convenha. O Espírito, que lê o
pensamento, julga se a questão que lhe propõem merece resposta séria e se a
pessoa que lha dirige é digna de recebê-la. A não ser assim, não perde seu
tempo em lançar boas sementes em cima de pedras e é quando os Espíritos
levianos

e zombeteiros entram em ação, porque, pouco lhes importando a verdade, não
a encaram de muito perto e se mostram geralmente pouco escrupulosos, quer
quanto aos fins, quer quanto aos meios.
Vamos fazer um resumo dos principais gêneros de mediunidade, a fim de
apresentarmos, por assim dizer, o quadro sinóptico de todas, compreendidas as
que já descrevemos nos capítulos precedentes, indicando o número onde
tratamos de cada uma com mais minúcias.
Grupamos as diferentes espécies de médiuns por analogia de causas e efeitos,
sem que esta classificação algo tenha de absoluto. Algumas se encontram com
facilidade; outras, ao contrário, são raras e excepcionais, o que teremos o
cuidado de indicar. Estas últimas indicações foram todas feitas pelos Espíritos,
que, aliás, reviram este quadro com particular cuidado e o completaram por
meio de numerosas observações e novas categorias, de sorte que o dito quadro
é, a bem dizer, obra deles. Mediante aspas, destacamos as suas observações
textuais, sempre que nos pareceu conveniente assiná-las. São, na sua maioria,
de Erasto e de Sócrates.

Categorias primordiais de médiuns

187. Podem dividir-se os
médiuns em duas grandes categorias:
Médiuns de efeitos físicos, os que têm o poder de provocar efeitos materiais, ou
manifestações ostensivas. (Nº 160.)
Médiuns de efeitos intelectuais, os que são mais aptos a receber e a transmitir
comunicações inteligentes. (Nº 65 e seguintes.)

Todas as outras espécies se prendem mais ou menos diretamente a uma ou
outra dessas duas categorias; algumas participam de ambas. Se analisarmos os
diferentes fenômenos produzidos sob a influência mediúnica, veremos que, em
todos, há um efeito físico e que aos efeitos físicos se alia quase sempre um
efeito inteligente. Difícil é muitas vezes determinar o limite entre os dois, mas
isso nenhuma conseqüência apresenta. Sob a denominação de médiuns de

efeitos intelectuais abrangemos os que podem, mais particularmente, servir de
intermediários para as comunicações regulares e fluentes. (Nº 133.)

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2018-06-01T18:23:14+00:00

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