Áudio: O Livro dos Médiuns – 2ºParte – Capítulo 5/2 – Arremesso de objetos

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Veja, no capítulo 5 da obra O , como o autor discorre sobre as manifestações espíritas e  a ocorrência de arremesso de objetos.

Manifestações e o arremesso de objetos

87. As manifestações
espontâneas nem sempre se limitam a ruídos e pancadas. Degeneram, por
vezes, em verdadeiro estardalhaço e em perturbações. Móveis e objetos
diversos são derribados, projetis de toda sorte são atirados de fora para dentro,
portas e janelas são abertas e fechadas por mãos invisíveis, ladrilhos são
quebrados, o que não se pode levar à conta da ilusão.
Muitas vezes o derribamento se dá, de fato; doutras, porém, só se dá na
aparência. Ouvem-se vozerios em aposentos contíguos, barulho de louça que
cai e se quebra com estrondo, cepos que rolam pelo assoalho. Acorrem as
pessoas da casa e encontram tudo calmo e em ordem. Mal saem, recomeça o
tumulto.O Livro dos Médiuns - Arremesso de objetos

A desvalorização do real sentido das manifestações

88. As manifestações desta
espécie não são raras, nem novas. Poucas serão as crônicas locais que não
encerrem alguma história desta natureza. É fora de dúvida que o medo tem
exagerado muitos fatos que, passando de boca em boca, assumiram
proporções gigantescamente ridículas. Com o auxílio da superstição, as casas
onde eles ocorrem foram tidas como assombradas pelo diabo e daí todos os
maravilhosos ou terríveis contos de fantasmas. Por outro lado, a velhacaria não
consentiu em perder tão bela ocasião de explorar a credulidade e quase sempre
para satisfação de interesses pessoais. Aliás, facilmente se concebe que
impressão podem fatos desta ordem produzir, mesmo dentro dos limites da
realidade, em pessoas de caracteres fracos e predispostas, pela educação, a
alimentar idéias supersticiosas. O meio mais seguro de obviar aos
inconvenientes que possam trazer, visto não ser possível impedir -se que se
dêem, consiste em tornar conhecida a verdade. Em coisas terríficas

se convertem as mais simples, quando se lhes desconhecem as causas.
Ninguém mais terá medo dos Espíritos, quando todos estiverem familiarizados
com eles e quando os a quem eles se manifestam já não acreditem que estão
às voltas com uma legião de demônios.
Na Revue Spirite se encontram narrados muitos fatos autênticos deste gênero,
entre outros a história do Espírito batedor de Bergzabern, cuja ação durou oito
anos (números de maio, junho e julho de 1858); a de Dibbelsdorff (agosto de
1858); a do padeiro das Grandes-Vendas, perto de Dièppe (março de 1860); a
da rua des Noyers, em Paris (agosto de 1860); a do Espírito de Castelnaudary,
sob o título de História de um danado (fevereiro de 1860); a do fabricante de
São Petersburgo (abril de 1860) e muitas outras.

Fatos tidos como ridículo

89. Tais fatos assumem, não
raro, o caráter de verdadeiras perseguições. Conhecemos seis irmãs que
moravam juntas e que, durante muitos anos, todas as manhãs encontravam
suas roupas espalhadas, rasgadas e cortadas em pedaços, por mais que
tomassem a precaução de guardá-las à chave. A muitas pessoas tem
acontecido que, estando deitadas, mas completamente acordadas, lhes
sacudam os cortinados da cama, tirem com violência as cobertas, levantem os
travesseiros e mesmo as joguem fora do leito. Fatos destes são muito mais
freqüentes do que se pensa; porém, as mais das vezes, os que deles são
vítimas nada ousam dizer, de medo do ridículo. Somos sabedores de que, por
causa desses fatos, se tem pretendido curar, como atacados de alucinações,
alguns indivíduos, submetendo-os ao tratamento a que se sujeitam os
alienados, o que os torna realmente loucos. A Medicina não pode compreender

estas coisas, por não admitir, entre as causas que as determinam, senão o
elemento material; donde, erros freqüentemente funestos. A história
descreverá um dia certos tratamentos em uso no século dezenove, como se
narram hoje certos processos de cura da Idade Média.
Admitimos perfeitamente que alguns casos são obra da malícia ou da malvadez.
Porém, se tudo bem averiguado, provado ficar que não resultam da ação do
homem, dever-se-á convir em que são obra, ou do diabo, como dirão uns, ou
dos Espíritos, como dizemos nós. Mas de que Espíritos?

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Prazer dos espíritos

90. Os Espíritos superiores, do
mesmo modo que, entre nós, os homens retos e sérios, não se divertem a fazer
charivaris. Temos por diversas vezes chamado aqueles Espíritos, para lhes
perguntar por que motivo perturbam assim a tranqüilidade dos outros. Na sua
maioria, fazem-no apenas para se divertirem. São mais levianos do que maus,
que se riem dos terrores que causam e das pesquisas inúteis que se
empreendem para a descoberta da causa do tumulto. Agarram-se com
freqüência a um indivíduo, comprazendo-se em o atormentarem e perseguirem
de casa em casa. Doutras vezes, apegam-se a um lugar, por mero capricho.
Também, não raro, exercem por essa forma uma vingança, como teremos
ocasião de ver.
Em alguns casos, mais louvável é a intenção a que cedem: procuram chamar a
atenção e pôr-se em comunicação com certas pessoas, quer para lhes darem
um aviso proveitoso, quer com o fim de lhes pedirem qualquer coisa para si
mesmos. Muitos temos visto que pedem preces; outros que solicitam o
cumprimento, em nome deles, devotos que não puderam cumprir; outros, ainda, que desejam, no interesse do
próprio repouso, reparar uma ação má que praticaram quando vivos.

Em geral, é um erro ter-se medo. A presença desses Espíritos pode ser
importuna, porém, não perigosa. Concebe-se, aliás, que toda gente deseja ver-
se livre deles; mas, geralmente, as que isso desejam fazem o contrário do que
deveriam fazer para consegui-lo. Se se trata de Espíritos que se divertem,
quanto mais ao sério se tomarem as coisas, tanto mais eles persistirão, como
crianças travessas, que tanto mais molestam as pessoas, quanto mais estas se
impacientam, e que metem medo aos poltrões. Se todos tomassem o alvitre
sensato de rir das suas partidas, eles acabariam por se cansar e ficar quietos.
Conhecemos alguém que, longe de se irritar, os excitava, desafiando-os a
fazerem tal ou tal coisa, de modo que, ao cabo de poucos dias, não mais
voltaram.
Porém, como dissemos acima, alguns há que assim procedem por motivo
menos frívolo. Daí vem que é sempre bom saber-se o que querem. Se pedem
qualquer coisa, pode-
-se estar certo de que, satisfeitos os seus desejos, não renovarão as visitas. O
melhor meio de nos informarmos a tal respeito consiste em evocarmos o
Espírito, por um bom médium escrevente. Pelas suas respostas, veremos
imediatamente com quem estamos às voltas e obraremos de conformidade com
o esclarecimento colhido. Se se trata de um Espírito infeliz, manda a caridade
que lhe dispensemos as atenções que mereça. Se é um engraçado de mau
gosto, podemos proceder desembaraçadamente com ele. Se um malvado,
devemos rogar a Deus que o torne melhor. Qualquer que seja o caso, a prece nunca deixa de dar bom resultado. As fórmulas
graves de exorcismo, essas os fazem rir; nenhuma importância lhes ligam.
Sendo possível entrar em comunicação com eles, deve-se sempre desconfiar
dos qualificativos burlescos, ou apavorantes, que dão a si mesmos, para se
divertirem com a credulidade dos que acolhem como verdadeiros tais
qualificativos.
Nos capítulos referentes aos lugares assombrados e às obsessões,
consideraremos com mais pormenores este assunto e as causas da ineficácia
das preces em muitos casos.

O motivo da ocorrência de parte das manifestações

91. Estes fenômenos,
conquanto operados por Espíritos inferiores, são com freqüência provocados
por Espíritos de ordem mais elevada, com o fim de demonstrarem a existência
de seres incorpóreos e de uma potência superior ao homem. A repercussão que
eles têm, o próprio temor que causam, chamam a atenção e acabarão por fazer
que se rendam os mais incrédulos. Acham estes mais simples lançar os
fenômenos a que nos referimos à conta da imaginação, explicação muito
cômoda e que dispensa outras. Todavia, quando objetos vários são sacudidos
ou atirados à cabeça de uma pessoa, bem complacente imaginação precisaria
ela ter, para fantasiar que tais coisas sejam reais, quando não o são.
Desde que se nota um efeito qualquer, ele tem necessariamente uma causa. Se
uma observação fria e calma nos demonstra que esse efeito independe de toda
vontade humana e de toda causa material; se, demais nos dá evidentes sinais
de inteligência e de vontade livre, o que constitui o traço mais característico,
forçoso será atribuí-lo a uma inteligência oculta. Que seres misteriosos, são esses? É o que os estudos
espíritas nos ensinam do modo menos contestável, pelos meios que nos
facultam de nos comunicar mos com eles.
Esses estudos, além disso, nos ensinam a distinguir o que é real do que é falso,
ou exagerado, nos fenômenos de que não fomos testemunha. Se um efeito
insólito se produz: ruído, movimento, mesmo aparição, a primeira idéia que se
deve ter é a de que provém de uma causa inteiramente natural, por ser a mais
provável. Tem-se então que buscar essa causa com o maior cuidado e não
admitir a intervenção dos Espíritos, senão muito cientemente. Esse o meio de
se evitar toda ilusão. Um, por exemplo, que, sem se haver aproximado de
quem quer que fosse, recebesse uma bofetada, ou bengalada nas costas, como
tem acontecido, não poderia duvidar da presença de um invisível.
Cada um deve estar em guarda, não somente contra narrativas que possam
ser, quando menos, acoimadas de exagero, mas também contra as próprias
impressões, cumprindo não atribuir origem oculta a tudo o que não

compreenda. Uma infinidade de causas muito simples e muito naturais pode
produzir efeitos à primeira vista estranhos e seria verdadeira superstição ver
por toda parte Espíritos ocupados em derribar móveis, quebrar louças,
provocar, enfim, as mil e uma perturbações que ocorrem nos lares, quando
mais racional é atribuí-las ao desazo.

O poder nas manifestações

92. A explicação dada do
movimento dos corpos inertes se aplica naturalmente a todos os efeitos
espontâneos a que acabamos de passar revista. Os ruídos, embora mais fortes do que as pancadas na mesa, procedem da mesma causa. Os objetos
derribados, ou deslocados, o são pela mesma força que levanta qualquer
objeto. Há mesmo aqui uma circunstância que apóia esta teoria. Poder-se-ia
perguntar onde, nessa circunstância, o médium. Os Espíritos nos disseram que,
em tal caso, há sempre alguém cujo poder se exerce à sua revelia. As
manifestações espontâneas muito raramente se dão em lugares ermos; quase
sempre se produzem nas casas habitadas e por motivo da presença de certas
pessoas que exercem influência, sem que o queiram. Essas pessoas ignoram
possuir faculdades mediúnicas, razão por que lhes chamamos médiuns naturais.
São, com relação aos outros médiuns, o que os sonâmbulos naturais são
relativamente aos sonâmbulos magnéticos e tão dignos, como aqueles, de
observação.

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