Áudio: O Livro dos Médiuns – 2ºParte – Capítulo 14/1 – Médiuns de efeitos físicos

  • Curso Espírita
  • Curso Espírita
  • Curso Espírita
  • Curso Espírita
  • Curso Espírita
  • Curso Espírita
  • Curso Espírita
  • Curso Espírita
  • Curso Espírita

Aprenda sobre os médiuns de efeitos físicos no capítulo 14 do Livro dos Médiuns, a obra mais importante sobre mediunidade.

A presença da mediunidade nas pessoas

159. Todo aquele que sente,
num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa
faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio
exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns
rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns.
Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade
mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de
certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos
sensitiva. É de notar-se, além disso, que essa faculdade não se revela, da
mesma maneira, em todos. Geralmente, os médiuns têm uma apti-

dão especial para os fenômenos desta, ou daquela ordem, donde resulta que
formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações. As
principais são: a dos médiuns de efeitos físicos; a dos médiuns sensitivos, ou
impressionáveis; a dos audientes; a dos videntes; a dos sonambúlicos; a dos
curadores; a dos pneumatógrafos; a dos escreventes, ou psicógrafos.O Livro dos Médiuns - Médiuns de efeitos físicos

Os médiuns de efeitos físicos

160. Os médiuns de efeitos
físicos são particularmente aptos a produzir fenômenos materiais, como os
movimentos dos corpos inertes, ou ruídos, etc. Podem dividir-se em médiuns
facultativos e médiuns involuntários. (Veja-se a 2ª parte, caps. II e IV.)
Os médiuns facultativos são os que têm consciência do seu poder e que
produzem fenômenos espíritas por ato da própria vontade. Conquanto inerente
à espécie humana, conforme já dissemos, semelhante faculdade longe está de
existir em todos no mesmo grau. Porém, se poucas pessoas há em quem ela
seja absolutamente nula, mais raras ainda são as capazes de produzir os
grandes efeitos tais como a suspensão de corpos pesados, a translação aérea
e, sobretudo, as aparições. Os efeitos mais simples são a rotação de um objeto,
pancadas produzidas mediante o levantamento desse objeto, ou na sua própria
substância. Embora não demos importância capital a esses fenômenos,
recomendamos, contudo, que não sejam desprezados. Podem proporcionar
ensejo a observações interessantes e contribuir para a convicção dos que os
observem. Cumpre, entretanto, ponderar que a faculdade de produzir
efeitos

materiais raramente existe nos que dispõem de mais perfeitos meios de
comunicação, quais a escrita e a palavra. Em geral, a faculdade diminui num
sentido à proporção que se desenvolve em outro.

Médiuns involuntários ou naturais

161. Os médiuns involuntários
ou naturais são aqueles cuja influência se exerce a seu mau grado. Nenhuma
consciência têm do poder que possuem e, muitas vezes, o que de anormal se
passa em torno deles não se lhes afigura de modo algum extraordinário. Isso
faz parte deles, exatamente como se dá com as pessoas que, sem o
suspeitarem, são dotadas de dupla vista. São muito dignos de observação esses
indivíduos e ninguém deve descuidar-se de recolher e estudar os fatos deste
gênero que lhe cheguem ao conhecimento. Manifestam-se em todas as idades
e, freqüentemente, em crianças ainda muito novas. (Veja-se acima, o capítulo
V, Das manifestações físicas espontâneas.)
Tal faculdade não constitui, em si mesma, indício de um estado patológico,
porquanto não é incompatível com uma saúde perfeita. Se sofre aquele que a
possui, esse sofrimento é devido a uma causa estranha, donde se segue que os
meios terapêuticos são impotentes para fazê-la desaparecer. Nalguns casos,
pode ser conseqüente de uma certa fraqueza orgânica, porém, nunca é causa
eficiente. Não seria, pois, razoável tirar dela um motivo de inquietação, do
ponto de vista higiênico. Só poderia acarretar inconveniente, se aquele que a
possui abusasse dela, depois de se haver tornado médium facultativo, porque
então se verificaria nele uma emissão demasiado abundante de fluido vital e,
por conseguinte, enfraquecimento dos órgãos.

A comprovação dos fatos relacionados a mediunidade

162. A razão se revolta à
lembrança das torturas morais e corporais a que a ciência tem por vezes
sujeitado criaturas fracas e delicadas, para se certificar da existência de fraude
da parte delas. Tais experimentações, amiúde feitas maldosamente, são sempre
prejudiciais às organizações sensitivas, podendo mesmo dar lugar a graves
desordens na economia orgânica. Fazer semelhantes experiências é brincar com
a vida. O observador de boa-fé não precisa lançar mão desses meios. Aquele
que está familiarizado com os fenômenos desta espécie sabe, aliás, que eles
são mais de ordem moral, do que de ordem física e que será inútil procurar-
lhes uma solução nas nossas ciências exatas.
Por isso mesmo que tais fenômenos são mais de ordem moral, deve-se evitar
com escrupuloso cuidado tudo o que possa sobreexcitar a imaginação. Sabe-se
que de acidentes pode o medo ocasionar e muito menos imprudências se

cometiam, se se conhecessem todos os casos de loucura e de epilepsia, cuja
origem se encontra nos contos de lobisomens e papões. Que não será, se se
generalizar a persuasão de que o agente dos aludidos fenômenos é o diabo?
Os que espelham semelhantes idéias não sabem a responsabilidade que
assumem: podem matar. Ora, o perigo não existe apenas para o paciente, mas
também para os que o cer cam, os quais podem ficar aterrorizados, ao
pensarem que a casa onde moram se tornou um covil de demônios. Esta crença
funesta é que foi causa de tantos atos de atrocidade nos tempos de ignorância.
Entretanto, se houvesse um pouco mais de discernimento, teria ocorrido aos
que os praticaram que não queimavam o diabo, por queimarem o corpo que
supunham possesso do diabo. Desde que do diabo é que queriam livrar-se, ao
diabo é que era preciso matassem. Esclarecendo-nos sobre a verdadeira causa de todos esses fenômenos, a
Doutrina Espírita lhe dá o golpe de misericórdia. Longe, pois, de concorrer para
que tal idéia se forme, todos devem, e este é um dever de moralidade e de
humanidade, combatê-la onde exista.
O que há a fazer-se, quando uma faculdade dessa natureza se desenvolve
espontaneamente num indivíduo, é deixar que o fenômeno siga o seu curso
natural: a Natureza é mais prudente do que os homens. Acresce que a
Providência tem seus desígnios e aos maiores destes pode servir de
instrumento a mais pequenina das criaturas. Porém, forçoso é convir, o
fenômeno assume por vezes proporções fatigantes e importunas para toda
gente1. Eis, então, o que

== publicidade ==

1 Um dos fatos mais extraordinários desta natureza, pela variedade e
singularidade dos fenômenos, é, sem contestação, o que ocorreu em 1852, no
Palatinado (Baviera renana), em Bergzabern, perto de Wissemburg. É tanto
mais notável, quanto denota, reunidos no mesmo indivíduo, quase todos os
gêneros de manifestações espontâneas: estrondos de abalar a casa,
derribamento dos móveis arremesso de objetos ao longe por mãos invisíveis,
visões e aparições, sonambulismo, êxtase, catalepsia, atração elétrica, gritos e

sons aéreos, instrumentos tocando sem contacto, comunicações inteligentes,
etc. e, o que não é de somenos importância, a comprovação destes fatos,
durante quase dois anos, por inúmeras testemunhas oculares, dignas de crédito
pelo saber e pelas posições sociais que ocupavam. A narração autêntica dos
aludidos fenômenos foi publicada, naquela época, em muitos jornais alemães e,
especialmente, numa brochura hoje esgotada e raríssima. Na Revue Spirite de
1858 se encontra a tradução completa dessa brochura, com os comentários e
explicações indispensáveis. Essa, que saibamos, é a única publicação feita em
francês do folheto a que nos referimos. Além do empolgante interesse que tais
fenômenos despertam, eles são eminentemente instrutivos, do ponto de vista
do estudo prático do Espiritismo.

em todos os casos importa fazer-se. No capítulo V — Das manifestações físicas
espontâneas, já demos alguns conselhos a este respeito, dizendo ser preciso
entrar em comunicação com o Espírito, para dele saber-se o que quer. O meio
seguinte também se funda na observação.
Os seres invisíveis, que revelam sua presença por efeitos sensíveis, são, em
geral, Espíritos de ordem inferior e que podem ser dominados pelo ascendente
moral. A aquisição deste ascendente é o que se deve procurar.
Para alcançá-lo, preciso é que o indivíduo passe do estado de médium natural
ao de médium voluntário. Produz-se, então, efeito análogo ao que se observa
no sonambulismo. Como se sabe, o sonambulismo natural cessa geralmente,
quando substituído pelo sonambulismo magnético. Não se suprime a faculdade,
que tem a alma, de emancipar-se; dá-se-lhe outra diretriz. O mesmo acontece
com a faculdade mediúnica. Para isso, em vez de pôr óbices ao fenômeno,
coisa que raramente se consegue e que nem sempre deixa de ser perigosa, o
que se tem de fazer é concitar o médium a produzi-los à sua vontade,
impondo-se ao Espírito. Por esse meio, chega o médium a sobrepujá-lo e, de
um dominador às vezes tirânico, faz um ser submisso e, não raro, dócil. Fato
digno de nota e que a experiência confirma é que, em tal caso, uma criança
tem tanta e, por vezes, mais autoridade que um adulto: mais uma prova a
favor deste ponto capital da Doutrina, que o Espírito só é criança pelo corpo;
que tem por si mesmo um desenvolvimento necessariamente anterior à sua

encarnação atual, desenvolvimento que lhe pode dar ascendente sobre
Espíritos que lhe são inferiores.

A moralização de um Espírito, pelos conselhos de uma terceira pessoa influente
e experiente, não estando o médium em estado de o fazer, constitui
freqüentemente meio muito eficaz. Mais tarde voltaremos a tratar dele.

Vocação para se tornar um médium de efeitos físicos

163. Nesta categoria parece, à
primeira vista, se deviam incluir as pessoas dotadas de certa dose de
eletricidade natural, verdadeiros torpedos* humanos, a produzirem, por simples
contacto, todos os efeitos de atração e repulsão. Errado, porém, fora considerá-
las médiuns, porquanto a vera mediunidade supõe a intervenção direta de um
Espírito. Ora, no caso de que falamos, concludentes experiências hão provado
que a eletricidade é o agente único desses fenômenos. Esta estranha
faculdade, que quase se poderia considerar uma enfermidade, pode às vezes
estar aliada à mediunidade, como é fácil de verificar-se na história do Espírito
batedor de Bergzabern. Porém, as mais das vezes, de todo independe de
qualquer faculdade mediúnica. Conforme já dissemos, a única prova da
intervenção dos Espíritos é o caráter inteligente das manifestações. Desde que
este caráter não exista, fundamento há para serem atribuídas a causas
puramente físicas. A questão é saber se as pessoas elétricas estarão ou não
mais aptas, do que quaisquer outras, a tornar-se médiuns de efeitos físicos.
Cremos que sim, mas só a experiência poderia demonstrá-lo.

1 vote

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.



O Livro dos Médiuns

Ouvir

O Livro dos Médiuns