Áudio: O Livro dos Médiuns – 2ºParte – Capítulo 15/4 – Médiuns inspirados

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Veja como, O Livro dos Médiuns, no capítulo 15, discorre sobre os médiuns escreventes ou psicógrafos. Nessa quarta parte do capítulo é falado sobre os Médiuns inspirados.

Os médiuns inspirados

182. Todo aquele que, tanto no
estado normal, como no de êxtase, recebe, pelo pensamento, comunicações
estranhas às suas idéias preconcebidas, pode ser incluído na categoria dos
médiuns inspirados. Estes, como se vê, formam uma variedade da mediunidade
intuitiva, com a diferença de que a intervenção de uma força oculta é aí muito
menos sensível, por isso que, ao inspirado, ainda é mais difícil distinguir o
pensamento próprio do que lhe é sugerido. A espontaneidade é o que,
sobretudo, caracteriza o pensamento deste último gênero. A inspiração nos
vem dos Espíritos que nos influenciam para o bem, ou para o mal, porém,
procede, principalmente, dos que querem o nosso bem e cujos conselhos muito
amiúde cometemos o erro de não seguir. Ela se aplica, em todas as
circunstâncias da vida, às resoluções que devamos tomar. Sob esse aspecto, pode dizer-se que todos
são médiuns, porquanto não há quem não tenha seus Espíritos protetores e
familiares, a se esforçarem por sugerir aos protegidos salutares idéias. Se todos

estivessem bem compenetrados desta verdade, ninguém deixaria de recorrer
com freqüência à inspiração do seu anjo de guarda, nos momentos em que se
não sabe o que dizer, ou fazer. Que cada um, pois, o invoque com fervor e
confiança, em caso de necessidade, e muito freqüentemente se admirará das
idéias que lhe surgem como por encanto, quer se trate de uma resolução a
tomar, quer de alguma coisa a compor. Se nenhuma idéia surge, é que é
preciso esperar. A prova de que a idéia que sobrevém é estranha à pessoa de
quem se trate está em que, se tal idéia lhe existira na mente, essa pessoa seria
senhora de, a qualquer momento, utilizá-la e não haveria razão para que ela se
não manifestasse à vontade. Quem não é cego nada mais precisa fazer do que
abrir os olhos, para ver quando quiser. Do mesmo modo, aquele que possui
idéias próprias tem-nas sempre à disposição. Se elas não lhes vêm quando
quer, é que está obrigado a buscá-las algures, que não no seu íntimo.
Também se podem incluir nesta categoria as pessoas que, sem serem dotadas
de inteligência fora do comum e sem saírem do estado normal, têm relâmpagos
de uma lucidez intelectual que lhes dá momentaneamente desabitual facilidade
de concepção e de elocução e, em certos casos, o pressentimento de coisas
futuras. Nesses momentos, que com acerto se chamam de inspiração, as idéias
abundam, sob um impulso involuntário e quase febril. Parece que uma
inteligência superior nos vem ajudar e que o nosso espírito se desembaraçou de
um fardo.O Livro dos Médiuns - Médiuns inspirados

Os espíritos adiantados

183. Os homens de gênio, de
todas as espécies, artistas, sábios, literatos, são sem dúvida Espíritos
adiantados, capazes de compreender por si mesmos e de conceber grandes
coisas. Ora, precisamente porque os julgam capazes, é que os Espíritos,
quando querem executar certos trabalhos, lhes sugerem as idéias necessárias e
assim é que eles, as mais das vezes, são médiuns sem o saberem. Têm, no
entanto, vaga intuição de uma assistência estranha, visto que todo aquele que
apela para a inspiração, mais não faz do que uma evocação. Se não esperasse
ser atendido, por que exclamaria, tão freqüentemente: meu bom gênio, vem
em meu auxílio?
As respostas seguintes confirmam esta asserção:

a) Qual a causa primária da
inspiração?

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“O Espírito que se comunica pelo pensamento.”

b) A revelação das grandes
coisas não é que constitui o objeto único da inspiração?
“Não, a inspiração se verifica, muitas vezes, com relação às mais comuns
circunstâncias da vida. Por exemplo, queres ir a alguma parte: uma voz secreta
te diz que não o faças, porque correrás perigo; ou, então, te diz que faças uma
coisa em que não pensavas. É a inspiração. Poucas pessoas há que não tenham
sido mais ou menos inspiradas em certos momentos.”
c) Um autor, um pintor, um
músico, por exemplo, poderiam, nos momentos de inspiração, ser considerados
médiuns?
“Sim, porquanto, nesses momentos, a alma se lhes torna mais livre e como que
desprendida da matéria; recobra

uma parte das suas faculdades de Espírito e recebe mais facilmente as
comunicações dos outros Espíritos que a inspiram.”

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