Áudio: O Livro dos Médiuns – 2ºParte – Capítulo 16/11 – Bons médiuns

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Veja, nesta, décima primeira, parte do capítulo 16 do Livro dos Médiuns, os tipos de bons médiuns, contendo a explicação de cada um dos tipos, além de fatos relacionados ao assunto.

Saber Mais

Bons médiuns

Médiuns sérios

Médiuns sérios: os que unicamente para o bem se servem de suas faculdades e
para fins verdadeiramente úteis. Acreditam profaná-las, utilizando-se delas para
satisfação de curiosos e de indiferentes, ou para futilidades.O Livro dos Médiuns - Bons médiuns

Médiuns modestos

Médiuns modestos: os que nenhum reclamo fazem das comunicações que
recebem, por mais belas que sejam. Consideram-se estranhos a elas e não se
julgam ao abrigo das mistificações. Longe de evitarem as opiniões
desinteressadas, solicitam-nas.

Médiuns devotados

Médiuns devotados: os que compreendem que o verdadeiro médium tem uma
missão a cumprir e deve, quando necessário, sacrificar gostos, hábitos,
prazeres, tempo e mesmo interesses materiais ao bem dos outros.

Médiuns seguros

Médiuns seguros: os que, além da facilidade de execução, merecem toda a
confiança, pelo próprio caráter, pela natureza elevada dos Espíritos que os
assistem; os que, portanto, menos expostos se acham a ser iludidos. Veremos
mais tarde que esta segurança de modo algum depende dos nomes mais ou
menos respeitáveis com que os Espíritos se manifestem.
“É incontestável, bem o sentis, que, epilogando assim as qualidades e os
defeitos dos médiuns, isto suscitará contrariedades e até a animosidade de
alguns; mas, que importa? A mediunidade se espalha cada vez mais e o
médium que levasse a mal estas reflexões, apenas uma coisa provaria: que não
é bom médium, isto é, que tem a assisti-lo Espíritos maus. Ao demais, como já
eu disse, tudo isto será passageiro e os maus médiuns, os que abusam, ou
usam mal de suas faculdades, experimentarão tristes conseqüências, conforme
já se tem dado com alguns. Aprenderão à sua custa o que resulta de aplicarem,
no interesse de suas paixões terrenas, um dom que Deus lhes outorgara
unicamente para o adiantamento moral deles. Se os não puderdes reconduzir
ao bom caminho, lamentai-os, porquanto, posso dizê-lo, Deus os reprova.”
(ERASTO.)
“Este quadro é de grande importância, não si para os médiuns sinceros que,
lendo-o, procurarem de boa-fé preservar-se dos escolhos a que estão expostos,
mas também para todos os que se servem dos médiuns, porque lhes dará a
medida do que podem racionalmente esperar. Ele deverá estar constantemente

sob as vistas de todo aquele que se ocupa de manifestações, do mesmo modo
que a escala espírita, a que serve de complemento. Esses dois quadros reúnem
todos os princípios da Doutrina e contribuirão, mais do que o supondes, para
trazer o Espiritismo ao verdadeiro caminho.” (SÓCRATES.)

O dom da mediunidade

198. Todas estas variedades de
médiuns apresentam uma infinidade de graus em sua intensidade. Muitas há
que, a

bem dizer, apenas constituem matizes, mas que, nem por isso, deixam de ser
efeito de aptidões especiais. Concebe-se que há de ser muito raro esteja a
faculdade de um médium rigorosamente circunscrita a um só gênero. Um
médium pode, sem dúvida, ter muitas aptidões, havendo, porém, sempre uma
dominante. Ao cultivo dessa é que, se for útil, deve ele aplicar-se. Em erro
grave incorre quem queira forçar de todo modo o desenvolvimento de uma
faculdade que não possua. Deve a pessoa cultivar todas aquelas de que
reconheça possuir os gérmens. Procurar ter as outras é, acima de tudo, perder
tempo e, em segundo lugar, perder talvez, enfraquecer com certeza, as de que
seja dotado.
“Quando existe o princípio, o gérmen de uma faculdade, esta se manifesta
sempre por sinais inequívocos. Limitando-se à sua especialidade, pode o
médium tornar-se excelente e obter grandes e belas coisas; ocupando-se de
todo, nada de bom obterá. Notai, de passagem, que o desejo de ampliar
indefinidamente o âmbito de suas faculdades é uma pretensão orgulhosa, que
os Espíritos nunca deixam impune. Os bons abandonam o presunçoso, que se
torna então joguete dos mentirosos. Infelizmente, não é raro verem-se médiuns
que, não contentes com os dons que receberam, aspiram, por amor-próprio, ou
ambição, a possuir faculdades excepcionais, capazes de os tornarem notados.
Essa pretensão lhes tira a qualidade mais preciosa: a de médiuns seguros.”
(SÓCRATES.)

Os médiuns e suas especialidades

199. O estudo da especialidade
dos médiuns não só lhes é necessário, como também ao evocador. Conforme a
natureza do Espírito que se deseja chamar e as perguntas que se lhe quer
dirigir, convém se escolha o médium mais apto ao que se tem em vista.
Interrogar o primeiro que apareça é expor-se a receber respostas
incompletas, ou errôneas.

Tomemos aos fatos comuns um exemplo. Ninguém confiará a redação de
qualquer trabalho, nem mesmo uma simples cópia, ao primeiro que encontre,
apenas porque saiba escrever. Suponhamos um músico, que queira seja
executado um trecho de canto por ele composto. Muitos cantores, hábeis
todos, se acham à sua disposição. Ele, entretanto, não os tomará ao acaso:
escolherá, para seu intérprete, aquele cuja voz, cuja expressão, cujas
qualidades todas, numa palavra, digam melhor com a natureza do trecho
musical. O mesmo fazem os Espíritos, com relação aos médiuns, e nós
devemos fazer como os Espíritos.
Cumpre, além disso, notar que os matizes que a mediunidade apresenta e aos
quais outros mais se poderiam acrescentar, nem sempre guardam relação com
o caráter do médium. Assim, por exemplo, um médium naturalmente alegre,
jovial, pode obter comumente comunicações graves, mesmo severas e vice-
versa. É ainda uma prova evidente de que ele age sob a impulsão de uma
influência estranha. Voltaremos ao assunto, no capítulo que trata da influência
moral do médium.

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2018-06-05T21:05:59+00:00

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