Áudio: O Livro dos Médiuns – 2ºParte – Capítulo 16/6 – Segundo o desenvolvimento da faculdade

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Veja, nesta sexta parte do capítulo 16 do Livro dos Médiuns,  os tipos de médiuns segundo o desenvolvimento da faculdade.

Segundo o desenvolvimento da faculdade

Médiuns novatos

192.Médiuns novatos: aqueles cujas faculdades ainda não estão completamente
desenvolvidas e que carecem da necessária experiência.O Livro dos Médiuns - Segundo o desenvolvimento da faculdade

Médiuns improdutivos

Médiuns improdutivos: os que não chegam a obter mais do que coisas
insignificantes, monossílabos, traços ou letras sem conexão. (Veja-se o capítulo
“Da formação dos médiuns”.)

Médiuns feitos ou formados

Médiuns feitos ou formados: aqueles cujas faculdades mediúnicas estão
completamente desenvolvidas, que transmitem as comunicações com facilidade
e presteza, sem hesitação. Concebe-se que este resultado só pelo hábito pode
ser conseguido, porquanto nos médiuns novatos as comunicações são lentas e
difíceis.

Médiuns lacônicos

Médiuns lacônicos: aqueles cujas comunicações, embora recebidas com
facilidade, são breves e sem desenvolvimento.

Médiuns explícitos

Médiuns explícitos: as comunicações que recebem têm toda a amplitude e toda
a extensão que se podem esperar de um escritor consumado.
“Esta aptidão resulta da expansão e da facilidade de combinação dos fluidos.
Os Espíritos os procuram para tratar de assuntos que comportam grandes
desenvolvimentos.”

Médiuns experimentados

Médiuns experimentados: a facilidade de execução é uma questão de hábito e
que muitas vezes se adquire em pouco tempo, enquanto que a experiência
resulta de um estudo sério de todas as dificuldades que se apresentam na
prática do Espiritismo. A experiência dá ao médium o tato necessário para
apreciar a natureza dos Espíritos que se manifestam, para lhes apreciar as
qualidades boas ou más, pelos mais minuciosos sinais, para distinguir o

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embuste dos Espíritos zombeteiros, que se acobertam com as aparências da
verdade. Facilmente se compreende a importância desta qualidade, sem a qual
todas as outras ficam

destituídas de real utilidade. O mal é que muitos médiuns confundem a
experiência, fruto do estudo, com a aptidão, produto da organização física.
Julgam-se mestres, porque escrevem com facilidade; repelem todos os
conselhos e se tornam presas de Espíritos mentirosos e hipócritas, que os
captam, lisonjeando-lhes o orgulho. (Veja-se, adiante, o capítulo “Da
obsessão”.)

Médiuns maleáveis

Médiuns maleáveis: aqueles cuja faculdade se presta mais facilmente aos
diversos gêneros de comunicações e pelos quais todos os Espíritos, ou quase
todos, podem manifestar-se, espontaneamente, ou por evocação.
“Esta espécie de médiuns se aproxima muito da dos médiuns sensitivos.”

Médiuns exclusivos

Médiuns exclusivos: aqueles pelos quais se manifesta de preferência um
Espírito, até com exclusão de todos os demais, o qual responde pelos outros
que são chamados.
“Isto resulta sempre de falta de maleabilidade. Quando o Espírito é bom, pode
ligar-se ao médium, por simpatia, ou com um intento louvável; quando mau, é
sempre objetivando pôr o médium na sua dependência. É mais um defeito do
que uma qualidade e muito próximo da obsessão.” (Veja-se o capítulo “Da
obsessão”.)

Médiuns para evocação

Médiuns para evocação: os médiuns maleáveis são naturalmente os mais
próprios para este gênero de comunicação e para as questões de minudências
que se podem propor aos Espíritos. Sob este aspecto, há médiuns inteiramente
especiais.
“As respostas que dão não saem quase nunca de um quadro restrito,
incompatível com o desenvolvimento dos assuntos gerais.”

Médiuns para ditados espontâneos

Médiuns para ditados espontâneos: recebem comunicações espontâneas de
Espíritos que se apresentam sem ser chamados. Quando esta faculdade é
especial num médium, torna-se difícil, às vezes impossível mesmo, fazer-se por
ele uma evocação.
“Entretanto, são mais bem aparelhados que os da classe precedente. Atenta em
que o aparelhamento de que aqui se trata é o de materiais do cérebro, pois
mister se faz, freqüentemente, direi mesmo — sempre, maior soma de
inteligência para os ditados espontâneos, do que para as evocações. Entende
por ditados espontâneos os que verdadeiramente merecem essa denominação
e não algumas frases incompletas ou algumas idéias corriqueiras, que se
deparam em todos os escritos humanos.”

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