O conceito de Deus espiritismo para a doutrina

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O Deus espiritismo é único, justo e permite ao homem corrigir suas falhas de conduta moral rumo a sua evolução plena.

O conceito de um criador de todos os seres vivos e responsável por proteger seus filhos na Terra é compartilhado por muitas religiões. Com o Deus espiritismo não é diferente. A doutrina espírita acredita na ideia de um Deus único e responsável por todos os espíritos deste e de outros mundos.

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O que é Deus?

O desejo de definir Deus como algo físico é motivado pelo materialismo humanos. Fomos ensinados ao longo de milênios a acreditar apenas no que podemos tocar, no palpável, na material. O imaterial era também sobrenatural e não poderia ser verdadeiro.

Com tanto apego a matéria o homem tentou por milênios desvendar o segredo do que é Deus. Como ele seria? Qual o seu formato? A imagem do Criador ganhou força em diversos momentos artísticos. Mas na verdade não passam de devaneios de pintores. O senhor usando vestes brancas, longa barba e olhar calmo é uma visão humana de pintores renascentistas difundida ao longo dos séculos. Na verdade ninguém viu Deus como uma figura humana.

A doutrina define o Deus espiritismo como um ser superior, criador de todos os espíritos (e por isso somos todos irmãos) e um ser supremo. Não há comparativo com a matéria a qual conhecemos e podemos tocar e por isso não há definição exata do que seria o criador, para a tristeza de alguns curiosos.

O conceito de Deus espiritismo para a doutrina. O que é Deus?

As perguntas de número 01 a 03 do Livro dos Espíritos de Allan Kardec tratam do assunto. A primeira definição dos irmãos desencarnados é que “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”. Ele é o criador e como tal não pode ser definido pela criatura.

Não é possível definir como um objeto simples ou uma pessoa o Deus espiritismo. A doutrina deixa claro que por enquanto ainda não temos conhecimento suficiente para entender a magnitude do criador. Somos espíritos ainda em evolução e por isso estamos reencarnados para aprender mais. Não podemos dominar todos os conhecimentos do plano espiritual e nem todos foram revelados por nosso próprio nível de inteligência.

Deus criou todos os espíritos

Para a doutrina espírita não semi deuses ou outros disputando o grau maior. Deus é único, criador de todos os espíritos e responsável por cuidar de todos os seus filhos. Somos criados simples e ignorantes e com o livre arbítrio, direito de tomar nossas próprias decisões e assim arcar com as consequências. Podemos seguir qualquer caminho desde que também possamos aperfeiçoar nossa moral a cada reencarnação.

Deus criou todos os espíritos

Ao contrário da crença de algumas religiões não somos criados à imagem e semelhança de Deus. Isso seria o mesmo que afirmar que somos uma parte de Deus ou com seu grau de evolução. Somos criaturas, seres inferiores buscando a evolução ao longo de vivências e experiências ocupando um corpo material e vivendo neste ou em outros mundos. O Deus espiritismo é único, supremo e sem comparações.

Em um dos momentos de seu estudo o pedagogo francês Allan Kardec questiona se seria Deus o infinito. Os espíritos respondem: “Definição incompleta. Pobreza da linguagem dos homens, insuficiente para definiras coisas que estão além de suas inteligência.”. É uma tendência humana dar nome a todas as coisas e seres e quando não conhecemos uma nomeação criamos uma.

Deus espiritismo é onipresente e onisciente

Mas um conceito compartilhado entre os irmãos de fé espírita e outras doutrinas é do criador ser onipresente e onisciente. A sua onipresença quer dizer que ele está em todos os lugares. Como não é formado de matéria como conhecemos e podemos tocar, ele não se limita a um único espaço e assim consegue cuidar e observar todas as criações.

Deus espiritismo é onipresente e onisciente

Por ser onisciente ele tem a sabedoria suficiente para cuidar e auxiliar todas as suas criaturas. Seu saber é supremo. Logo, ao contrário do pensamento de alguns, não há como dizer inverdades e acreditar estar enganando ao criador. A boca pode afirmar ser um homem puro e de bom coração. Mas a verdade não é escondida aos olhos divinos. O Deus espiritismo tudo sabe e nao é enganado com a simplicidade das atitudes dúbias da humanidade.

 O Deus espiritismo não é um juiz

Muitas religiões seguem a Bíblia como livro base e tiram das escrituras dos apóstolos seus ensinamentos e pregações. No livro Deus é tratado como um grande Juiz. Ao desencarne (quando o espírito abandona o corpo material) haveria o julgamento final responsável por determinar quem segue para o Paraíso (céu) ou para o Inferno de acordo com suas atitudes.

Na doutrina espírita a visão do Deus espiritismo e seu poder de julgar as ações modifica em muitos pontos e é até mais amena. Um dos primeiros pontos é não haver céu e inferno. O corpo material é uma matéria ocupada temporariamente. Com isso ao desencarne o espírito segue para o plano espiritual onde continua a sua jornada rumo ao conhecimento pleno e evolução moral. Não há um juízo final ou portas para entrar e ser julgado para ir ao céu e o inferno.

 O Deus espiritismo não é um juiz

Não existe céu e inferno para a doutrina espírita. Este conceito na verdade é creditado a uma época em que a sociedade não entenderia outra forma de conhecimento. Por muito tempo o homem foi limitado ao que poderia ver e nem ao menos sabia como curar doenças simples. Hoje já sabemos como deixar um coração batendo fora do corpo, dentro de uma caixa. As coisas mudaram e a visão de mundo e limitações do espírito também.

O Deus espiritismo como criador de todos os espíritos permite a seus filhos o livre arbítrio. É por meio de suas ações que eles sofrem ou não consequências dos seus atos rumo à evolução moral. Também lhe permite reparar os próprios erros por meio da reencarnação, quando volta a ocupar um corpo material em busca da evolução pessoal e de acordo com suas escolhas.

Não é Deus o responsável por punir o homem. Mas ele mesmo por suas escolhas e atitudes. O criador nos permite tomar qualquer atitude, seja ela positiva ou negativa. Cabe a nós aprender com seus ensinamentos deixados por médiuns evoluídos ao longo da existência humana (Jesus é um deles) e tomar decisões baseadas em princípios espíritas de amar o próximo como a ti mesmo,

A figura de um Deus sempre foi necessária para a humanidade

Acredita-se historicamente que o papel de juiz atribuído a Deus foi fruto da necessidade de controlar a humanidade. Sem regras, sem temer a um ser superior, cada um poderia fazer o que quisesse e isso geraria o caos. Imagine uma sociedade a qual possui a certeza da vida terminar nesta existência, sem outras chances e sem consequências dos seus atos? Sem temer a um julgamento maior teríamos o caos.

Uma sociedade sem regras e sem leis é considerada caótica. Se o homem acredita-se ter apenas uma vida, por que viveria em pobreza se não há punição? Temendo o caos na ordem social foram estipuladas regras e algumas supostamente enviadas por Deus. Mas como sabemos muitos homens falam se dizendo ter contato direto com o criador. Para a doutrina espírita nao passam de pessoas as quais querem ter dominação sobre outras.

A figura de um Deus sempre foi necessária para a humanidade

A necessidade de um julgamento após a morte é um conceito partilhado por inúmeras religiões. A maior parte difunde a ideia de céu e inferno, mantendo assim seus fiéis tementes à ira divina caso não sigam os dogmas religiosos. Infelizmente a ideia nem sempre é propagada de forma correta e podem surgir muitas afirmações perigosas. Alguns líderes religiosos, por exemplo, pregam a necessidade.

Comunidades do Mundo Antigo já trabalhavam com o conceito de um criador supremo e grande juiz antes mesmo de saberem mais sobre o  Deus espiritismo. Um dos maiores exemplos foram os egípcios, povo responsável por enormes riquezas e com um Imperador como enviado direto do criador para cuidar de seu povo.

Ao longo dos anos o homem usou o conceito de um Deus supremo de diversas formas. Os egípcios, por exemplo, com o Aquenáton creditou ao imperador o poder de ser um deus. Ele seria o criador do universo, o ser supremo e com isso conseguiu manter seu povo não apenas sobre controle. Mas com maior poderio sobre suas ações, controlando também futuras rebeliões.

Para o Deus espiritismo o dízimo não é necessário

O Deus espiritismo deixou para a humanidade enviando Jesus Cristo(o médium mais evoluído a passar por aqui) muitos ensinamentos. E um deles vai de encontro a pregação de algumas religiões sobre o dízimo.

O pagamento de um valor mensal de um percentual sobre os ganhos do fiel não é algo novo. Na Roma Antiga era cobrado como um imposto para ajudar a Igreja Católica, sendo esse pagamento um dos grandes responsáveis pela maior parte das riquezas da Igreja hoje. Ao longo dos séculos foi instituído como obrigatoriedade a todos os membros da doutrina (algumas cobram e outras não) um percentual sobre os seus ganhos como forma de agradecimento a Deus.

Em uma das parábolas sobre a passagem de Jesus pela Terra temos um ensinamento forte sobre o assunto. Diante de um templo religioso o jovem ainda começando a sua pregação encontra um forte comércio e impostos sendo cobrado aos fiéis. Em sua enorme ira ele grita: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Os impostos cobrados e o formato instituído como dízimo hoje não é necessário para ser amado por Deus.

Para o Deus espiritismo o dízimo não é necessário

Na doutrina espírita não há dízimo. O pagamento de um valor mensal de alguns fiéis em outras religiões é cobrado como obrigatoriedade. Mas não está nos ensinamentos divinos. Alguns líderes religiosos usam de escritos antigos de alguns apóstolos e de fatos históricos para embasar a sua teoria da necessidade do fiel deixar 10% do seu salário para a igreja.

Não existe esta necessidade. O  Deus espiritismo deixa claro que para o homem resta amar o próximo como a si mesmo e o princípio máximo da doutrina espírita: “fora da caridade não há salvação”. Não somos juízes e nem deuses para avaliar se o próximo merece a nossa caridade, então ajudar é obrigação por sermos filhos do mesmo pai e estarmos todos juntos tentando passar por nossas expiações e provas.

Mas pode uma igreja permitir o dízimo? Sim desde que a sua finalidade seja manter a sua estrutura ou ajudar em obras de caridade. Esta é uma prática comum entre os centros espíritas. Eles aceitam colaboração em dinheiro para ajudar nas obras ou doações dos mais diversos tipos para quem não quer doar valor em moeda local. Mas nunca deve ser uma cobrança ou regra. O valor é livre para cada um dar quanto pode ou quanto deseja.

O Deus espiritismo permite a cada um aprender com seus erros

Este é uma das partes mais importantes da doutrina espírita. Imagine uma única existência e a condenação para toda a eternidade no ‘fogo do inferno’ caso por apenas um único erro em uma encarnação. Nem mesmo os que pregam este tipo de ensinamento creem com tanta força em um conceito como esse.

É muito limitado para uma criação divina acreditar na condenação eterna por apenas um único erro, seja ele grande ou pequeno. Este é um dos grandes problemas do conceito de céu e inferno. Não importa se você foi um assassino em série ou um ladrão de supermercados para alimentar os filhos. Todos irão para o mesmo lugar. Seria justo? Deus é justiça também.

Livre Arbítrio

O livre arbítrio permite ao espírito escolher como deseja viver e as espiações e provas seu aprendizado em outras reencarnações. Assim o Deus espiritismo torna o homem responsável por seus atos. Ele pode agir como quiser. Mas deverá arcar com as consequências dos seus atos sempre, não se importa e nesta ou em outra vida.

É preciso deixar claro: passar por uma provação em uma próxima reencarnação é um privilégio e não uma punição. Assim garante a cada um ter o direito de reparar seu erro e conseguir a evolução moral. Um espírito evolução não necessita mais de reencarnações, pode desfrutar da plenitude do plano espiritual.

Para entender um pouco mais sobre a doutrina espírita, acompanhe nosso site.

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Referências:

  • Livro dos Espíritos
  • Revista Espírita

 

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