O que a doutrina espírita kardecista pode te ensinar sobre ação e reação

Tempo de leitura: 12 minutos

Neste artigo você vai aprender o que a doutrina espírita kardecista pode te ensinar sobre ação e reação. Sabendo que a ciência e o espiritismo caminham juntos, saiba o que a terceira Lei de Newton tem a ver com a lei de causa e efeito.

Quantas vezes ouvimos histórias de pessoas que ficaram e estão impunes por crimes políticos e civis que cometeram.

Na doutrina espírita kardecista nenhum ser humano fica impune. Todos estamos sujeitos a responder pelos nossos atos. O espiritismo nos proporciona isso por meio da reencarnação. É uma forma prática de nos reabilitarmos das muitas más ações que já tivemos. A responsabilidade sobre o que fazemos está ligada a lei de causa e efeito.

Hoje você também vai conhecer o Código penal da vida futura. Uma seleção de princípios importantes ao futuro do espírito em processo evolutivo. Também terá acesso as dicas de leitura com livros que tem relação com este artigo. Aproveite a leitura.

Lei de Newton

A terceira Lei de Newton fala da relação da troca de força entre dois corpos. A teoria da ação e reação determina que “quando um corpo exerce uma força sobre outro, simultaneamente este outro reage sobre o primeiro aplicando-lhe uma força de mesma intensidade, mesma direção, mas sentido contrário”.

doutrina espírita kardecista

Imagine se você está em frente a uma parede e joga uma bola nessa parede com força. É fato que ela vai voltar em sua direção com a mesma intensidade que você jogou. Alinhando esse exemplo com a definição científica de Newton, independente da gravidade que tenha sido um ato contra um irmão espiritual, vamos recebê-lo de volta. Com a mesma energia aplicada. Aí está a relação da teoria de Isaac Newton com a lei de causa e efeito da doutrina espírita kardecista.

Mas não podemos nos prender apenas às ações ruins. Uma vez que a troca de forças citada pelo cientista também pode ser empregada em situações boas. Desde que a intenção de proporcionar algo bom ao próximo, seja espontânea. Isso é, não seja feito com o objetivo de receber algo em troca.

As leis humanas

As leis humanas são adequadas a nossa etapa de evolução. No mundo de expiação e provas em que vivemos. Em nenhuma hipótese devemos pensar que Deus é injusto com aqueles que nascem sem algumas partes interna ou externas no corpo. Com os assassinos que escapam de julgamentos ou políticos que furtam o dinheiro público e ainda são ovacionados por populares.

Todo mal e bem que o indivíduo pratica fica marcado em seu perispírito. Não há injustiça na lei divina, mesmo com seres que são dignos de pena por passarem por tanto sofrimento. Estes também estão resgatando as crueldades que já fizeram em outras encarnações, e por vezes na atual encarnação.

Outro aspecto importante na doutrina espírita kardecista sobre causa e efeito é em relação ao erro e arrependimento. Pois só se arrepender de agir, falar ou pensar em algo danoso não é o bastante.

Na doutrina espírita kardecista se arrepender não é o bastante

Erro e arrependimento não resumem a lei de causa e efeito descrita na doutrina espírita kardecista. O motivo é que apenas o arrependimento não irá limpar aquelas marcas que carregamos em nosso perispírito possibilitando o total pagamento pelos nossos erros.

Depois que fazemos algo para alguém e nos arrependemos, pedimos desculpas, mas não é suficiente. É preciso anular o mal que fizemos ao próximo, afirma Divaldo Pereira Franco em uma palestra realizada em 2012 na Austrália, em que ele também exemplifica a lei de causa e efeito da seguinte forma:

Eu vou ao banco e peço um empréstimo, e na hora de pagar eu digo que não posso ao gerente – tenha paciência. Ele diz – tenho paciência, mas você continua devendo. Eu só me reabilito quando cessar o meu débito. Então o que eu posso fazer? Eu devo mil dólares, você me empresta três mil, eu resgato os mil que devia, fico com dois mil que eu irei investir, e pagarei os três mil oportunamente. O gerente concorda e lhe dá uma outra oportunidade”.

Divaldo esclarece com esse exemplo a prática de como ocorre as diretrizes da Lei de Causa e Efeito e complementa:

Se o outro considerar o perdão, isso é bom para ele e para o ofensor, mas se o ofendido não perdoar, é ele que passa a ser o devedor. Temos o dever de perdoar o nosso próximo, mas temos a obrigação de nos regenerarmos do mal que fizemos”.

Um importante conjunto de códigos elencados por Allan Kardec no livro Céu e Inferno é o assunto que você vai ter conhecimento no próximo tópico.

O código penal da vida futura

Kardec no livro Céu e Inferno nos apresenta no capítulo sete “As Penas Futuras Segundo o Espiritismo”, um subtítulo chamado: Código penal da vida futura. Uma seleção de princípios que regem o futuro do espírito na lei natural da Leis de Causa e Efeito.

O código penal da vida futura possui 33 argumentos. Mas citaremos abaixo apenas 12 (que não estão na mesma ordem descritas no livro) para não deixar o artigo extenso e cansativo. São elas:

  1. A alma sofre na vida espiritual o resultado dos erros que não conseguiu corrigir quando era um espírito encarnado. Sua felicidade ou infelicidade está ligado ao seu grau de pureza ou impureza.
  2. A soma das penalidades é proporcional a das imperfeições. O mesmo ocorre com satisfação à das qualidades.
  3. Todo bem e o mal que fazemos estão relacionados com as qualidades que possuímos. Quando não fazemos o bem quando podemos, pode ser considerada imperfeição. Ao omitir de fazer o bem também é uma imperfeição. Consequentemente uma fonte de sofrimento, pois o espírito vai sofrer não só pelo mal que fez mas pelo bem teve a oportunidade e deixou de fazer quando encarnado.
  4. Toda ausência do bem que for realizada é uma dívida que deverá ser paga. Isso vai acontecer independente do número de existências necessárias.
  5. O espírito pode sofrer as consequências de suas imperfeições tanto como espírito encarnado como desencarnado. Os problemas da vida corpórea vem das nossas imperfeições. São expiações de erros que cometemos no presente ou em existências anteriores.
  6. Não existe regra de quanto tempo dura um castigo. É certo que todo erro terá punição. E toda virtude será recompensada conforme o valor atribuído à ela.
  7. O arrependimento é apenas o primeiro passo para a regeneração. Mas só arrepender-se não basta. É necessário expiar e reparar o erro. Logo o arrependimento, expiação e a reparação são as três condições necessárias para apagar as características de uma infração e suas consequências. O arrependimento ameniza o amargor da expiação. Mas só a reparação pode anular o erro em si. Se assim não fosse, o perdão seria uma gentileza e não uma anulação.
  8. Com a possibilidade do livre arbítrio, a evolução do espírito pode ser tornar lenta, pois ele persiste em se aproximar do mal. A demora evolutiva pode persistir por anos e séculos. Até que sua teimosia é transformada pelo sofrimento. Sua arrogância reconhece o poder superior que o domina. Não existe espírito incapaz de nunca progredir se mantendo na inferioridade eterna.
  9. Somos todos responsáveis pelos nosso erros. Não há sofrimento por causa do erro dos outros. Com exceção se a eles deu origem. Com isso o suicida sempre é punido. Mas aquele que encoraja o outro a executar a ideia, sofrerá uma penalidade maior.
  10. O único meio de evitar ou atenuar as consequências futuras de uma falta, está no repará-la. Desfazendo-a no presente; quanto mais nos demorarmos na reparação de uma falta, tanto mais penosas e rigorosas serão, no futuro, as suas consequências.
  11. A situação que o espírito enfrentará no mundo espiritual é preparada por ele próprio durante sua vida como encarnado. Em outra encarnação ele tem a liberdade de escolher expiar e reparar por meio de novas provas. Aqueles que aproveitam de uma felicidade aparente em que se valorizem mais seus vícios e futilidades não podem fugir do pagamento que será feito em existência posteriores.
  12. As penas temporárias se firmam em castigos que auxiliam a cura do mal. Os espíritos, em prova, são como doentes em hospitais que estão sofrendo de doenças resultantes de seu próprio descuido. Se os doentes, pelo próprio descuido de si mesmos, prolongam a enfermidade, o médico nada tem que ver com isso.
  13. Com os diversos tipos e graus de sofrimentos dos espíritos imperfeitos, o código penal da vida futura resume-se em três princípios: “O sofrimento é inerente à imperfeição; toda imperfeição, assim como toda falta dela promanada, traz consigo o próprio castigo nas consequências naturais e inevitáveis. Assim, a moléstia pune os excessos e da ociosidade nasce o tédio, sem que haja mister de uma condenação especial para cada falta ou indivíduo; podendo todo homem libertar-se das imperfeições por efeito da vontade, pode igualmente anular os males consecutivos e assegurar a futura felicidade”.
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Dicas de leitura

De certo você já deve ter ouvido falar de alguma livro espírita, cuja obra em forma de romance conta as histórias que citam a lei de causa e efeito.

Neste ponto apresentamos algumas sugestões de leitura de livros espíritas que estão relacionados com o título do artigo.

  • Ação e reação:

A vida no mundo espiritual: psicografado por Chico Xavier e ditado pelo espírito de André Luiz, onde André acompanhado de Hilário estudam os efeitos da ação e reação de uma instituição que serve de vínculo com a colônia Nosso Lar. Acompanhe um trecho de Causa e efeito:

doutrina espírita kardecista

“Notei que as criaturas recém-desligadas do corpo denso, conturbadas qual se achavam, traziam consigo todos os sinais das moléstias que lhes haviam imposto a desencarnação…. O esclarecimento se me deparava como oportuna chave para a solução de muitos enigmas, no capítulo da obsessão, em que os doentes começam atormentando a si mesmos e acabam atormentados por seres que se afinam com o desequilíbrio que lhes é próprio”. Capítulo 4 – Alguns recém-desencarnados.

  • Sexo e obsessão:

Nesta obra psicografada por Divaldo Pereira Franco, pelo espírito de Manoel Philomeno de Miranda, Sexo e obsessão aborda temas como a pedofilia, a sensualidade perversa, a luxúria e também a influência negativa dos programas de televisão no comportamento humano e a pornografia.

Assuntos que aprofundados tem como base as leis de causa e efeito que são apresentadas durante as histórias. Acompanhe um trecho do livro:

“Éramos um pequeno grupo formado por amigos interessados na construção da lídima fraternidade e do estudo dos fenômenos obsessivos, que constituem a rude peleja entre a ignorância e o crime; a perversidade e a vingança; a loucura desmedida e a necessidade de paz, que somente pode ser obtida quando utilizados os meios legítimos, que são o respeito ao próximo e a desincumbência dos próprios deveres”. Capítulo 2 – O poder da oração.

  • Céu e inferno:

Obra de Allan Kardec fala profundamente sobre a justiça divina segundo o espiritismo. Com destaque para o capítulo sete que conta com detalhes as lições que acomete o espírito durante seu processo evolutivo.

“A Doutrina Espírita kardecista, no que respeita às penas futuras, não se baseia numa teoria preconcebida; não é um sistema substituindo outro sistema: em tudo ela se apoia nas observações, e são estas que lhe dão plena autoridade”. Capítulo 7 – Princípios da doutrina espírita kardecista sobre penas futuras.

Conclusão

Nossas boas escolhas vão fazer do nosso progresso evolutivo um caminho menos doloroso a ser trilhado. Porém como estamos encarnados em mundo de expiação e provas, temos que nos esforçar para não contrair mais débitos existenciais. Isso enquanto possuímos o benefício do livre arbítrio.

Vamos lembrar diariamente exercitar o bem para amenizar as marcas que carregamos em nosso períspirito e seguirmos rumo a mundos mais felizes.

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Referências:

  • Divaldo Pereira Franco
  • Bíblia do caminho
  • Livro Céu e Inferno
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