Reencontros: amor de vidas passadas como reconhecer

//Reencontros: amor de vidas passadas como reconhecer

No artigo Reencontros: amor de vidas passadas como reconhecer, abordaremos os encontros e reencontros amorosos. Sempre com o olhar baseado na Codificação Espírita. Trazida por Allan Kardec anos atrás. Na intenção de esclarecer as inquietações que naturalmente surgem desse tema. Especialmente após o desencarne de um companheiro, companheira ou ente querido.

Quem nunca ouviu falar sobre “almas gêmeas”? Esse termo, muito comum no imaginário popular, nas artes e na literatura, povoa a mente de muitas pessoas. Independentemente da crença ou religião que adotam em suas vidas. Acreditar em almas gêmeas é, basicamente, pensar que existem dois seres feitos um para o outro. Seres que voltam a se encontrar em muitas e muitas encarnações.

A ideia de “almas gêmeas”, assim como existe na mitologia ou no imaginário popular, traz em si muitos dos valores espíritas. Reencarnação, afinidade entre espíritos, laços de amor que perduram após a morte. Ainda assim, para entender o termo “almas gêmeas” e mesmo as ligações amorosas de vidas atuais, é preciso compreender alguns aspectos da Doutrina Espírita. Dessa forma, entender os reencontros e encontros amorosos sob um viés comprometido com os ensinamentos trazidos pelos espíritos. Não somente através de uma visão romântica ou artística.

Amor de vidas passadas e Reencarnação

Para falar sobre reencontros e amor de vidas passadas como reconhecer, é fundamental entender o que são as reencarnações. Sempre de acordo com a Doutrina Espírita. Afinal, somente compreendendo quais os princípios e propósitos da reencarnação, poderemos falar sobre espíritos que caminham juntos por várias existências e partilham sua trajetória espiritual.

É fundamental, então, para falarmos sobre amor de vidas passadas e reencarnação, recorrer aos ensinamentos trazidos pelos espíritos. Tudo através de Allan Kardec, no Livro dos Espíritos. Segundo a codificação espírita, a reencarnação é uma ferramenta necessária a todos os espíritos em evolução. “Segundo nos disseram os Espíritos, a alma que não alcançou a perfeição na vida corpórea acaba de se depurar, suportando a prova a de uma nova existência. É sempre necessário passar por várias existências corporais” (Livro dos Espíritos, cap. IV).

Reencontros: amor de vidas passadas como reconhecer

Por esse viés, a reencarnação é um estágio tão natural quanto nascer ou morrer. Faz parte de nossa trajetória como espíritos. A cada existência física, suportamos provações e expiações. De modo que, a cada vida e a cada corpo, crescemos enquanto espíritos. De acordo com os ensinamentos trazidos por Kardec, um espírito, quando encarnado, pode evoluir (o que é o mais natural e esperado) . Ou permanecer no mesmo nível de evolução. Mas jamais voltar a um nível inferior. Em A Gênese, os espíritos esclarecem, pois, que a reencarnação não é um castigo ou uma punição. Mas algo inerente a todos nós.

Para entender ou explicar a reencarnação de uma forma bem simples, basta pensarmos em uma escada bastante comprida, que leva à perfeição. As reencarnações são os degraus dessa escada, necessários para crescermos e nos elevarmos enquanto seres de luz. “A cada existência, o espírito dá um passo no caminho do progresso. Quando se despejou de todas as impurezas, ele não tem mais necessidade das provas da vida corporal”. Por esse pensamento, é através de várias vidas sucessivas que o espírito se torna puro. “Em sua evolução natural, depois de passar por sua última encarnação, o espírito se transforma em um espírito bem-aventurado, puro” (O Livros dos Espíritos, cap. IV).

Amor de vidas passadas: a afinidade entre os espíritos

Às vezes, antes de conhecermos a Doutrina Espírita e os esclarecimentos trazidos pelos espíritos através da obra de Allan Kardec, acreditamos que tudo o que acontece em nossas vidas é obra do acaso ou do destino: as pessoas com as quais nos encontramos, nossa família, o lugar onde nascemos… Quando começamos a estudar a Doutrina, nos é ensinado que as encarnações – ou seja, cada vida corpórea – são planejadas antes do nosso nascimento.

Amor de vidas passadas: a afinidade entre os espíritos

Não são raras as vezes em que escolhemos estar na família em que nascemos, seja por afinidade com nossos familiares, já existente em várias encarnações, seja como forma de curar algum mal que fizemos ou alguma mágoa pelo mal que nos foi feito. Pensando nisso, é mais fácil entendermos nossa existência na Terra e, consequentemente, o tema dos Reencontros: amor de vidas passadas como reconhecer.

Na codificação espírita, Kardec, através dos ensinamentos que chegaram até ele, explica sobre a Lei da Afinidade que, basicamente, rege os encontros entre espíritos – encarnados e desencarnados. Você conhece aquele dito que nós atraímos aquilo que passamos ao mundo? Segundo o espiritismo, a nossa existência e o que acontece nela obedecem exatamente a esse pensamento e é isso o que rege a ideia de amor de vidas passadas: a afinidade entre os espíritos.

 Afinidade entre espíritos

O conceito de afinidade entre espíritos é usado comumente para explicar casos de possessão ou influência entre espíritos desencarnados e encarnados. Uma pessoa encarnada emite vibrações através de seus pensamentos e ações. Se essas vibrações são positivas, pautadas no bem e no amor, essa pessoa atrai espíritos que estejam na mesma sintonia e, portanto, vive rodeada de espíritos de luz.

Por outro lado, quando alguém está numa vibração mais baixa, com sentimentos de inveja, rancor ou violência, por exemplo, acaba atraindo espíritos que estão no mesmo campo vibratório que, geralmente, ainda estão em estágios inferiores no processo evolutivo. Quando isso acontece, essa pessoa acaba recebendo uma influência – o que muitos chamam de ações possessivas – e a sua inclinação para o mal, já existente em seu próprio coração, acaba sendo intensificada pela ação externa desse irmão já desencarnado.

Bem, mas o que isso tem a ver com amor de vidas passadas como reconhecer? Bastante! Assim como atraímos seres desencarnados, também atraímos pessoas (encarnadas) por afinidade. Você já parou pra pensar que seus amigos, muitas vezes, são mais parecidos com você do que seus próprios familiares? Pois bem. Nós atraímos aquilo que irradiamos.

Elos de amor: almas gêmeas ou almas afins?

Da mesma forma, aqueles que estão ligados por um elo de amor – seja esse amor romântico, fraterno, materno – vibram numa sintonia parecida e acabam se atraindo por várias e várias reencarnações. Como nos disse o médium Chico Xavier, “o amor é uma força que transforma o destino”. Afinal, como devemos chamar os elos de amor: almas gêmeas ou almas afins?

Elos de amor: almas gêmeas ou almas afins?

No caso dos amores românticos, o espiritismo trata seres que se amam como espíritos afins, ou seja, que vibram de um modo semelhante e que, comumente, estão em níveis evolutivos bastante parecidos. Já o termo “almas gêmeas” não é muito utilizado na Doutrina, justamente porque dá a ideia de metade, de espíritos divididos ao meio, que só se completam quando juntos. No Livro dos Espíritos, aparece a seguinte explicação: “A expressão ‘metade’ é inexata. Se um espírito fosse a metade do outro, separados os dois, estariam ambos incompletos. Não. Não há união fatal e particular de duas almas” (O Livros dos Espíritos, questões 298 e 299).

Vejamos: o espiritismo não nega a existência de almas e seres que caminham juntos por várias encarnações, as “almas gêmeas”. Mas explica que esses espíritos assim o fazem por afinidade de sentimentos e pensamentos, e não porque estavam pré-destinados a seguirem juntos. “A simpatia que atrai um espírito para o outro resulta da perfeita concordância de seus pendores e instintos” (O Livro dos Espíritos, questão 291).

Para nós, irmãos de ideal espírita, o mais correto é dizermos “almas afins”. Isso para designar o que antes chamávamos de “almas gêmeas”. No livro Consolador, o espírito Emmanuel, através de Chico Xavier, utiliza a expressão almas gêmeas. Explicando que essa expressão serve para nos referirmos aos seres ligados pelo amor. Unidos pela simpatia e pela afinidade de seus corações. São dois seres independentes, atraídos porque se identificam e, cada qual com sua individualidade e trajetória espiritual, se complementam. Podemos, agora, pensar em amor de vidas passadas como reconhecer.

 Reencontros: amor de vidas passadas como reconhecer?

O reconhecimento de um amor que já existe há muitas e muitas encarnações pode acontecer de forma intensa. Aquele famoso “amor à primeira vista” que, nós, irmãos de ideal espírita, sabemos que não é tão “à primeira vista” assim. Muitas vezes, amores e espíritos com um alto grau de afinidade. Assim como uma grande história em vidas anteriores se reconhecem e se amam quase que instantaneamente. Isso não quer dizer que, nesse encontro, ambos se lembram de suas vidas anteriores, mas que sentem algo forte e verdadeiro desde os primeiros instantes. Afinal, os sentimentos – especialmente os de amor e empatia – transcendem a matéria física.

Por outro lado, há aqueles que, ainda que tenham tido uma história forte em outras vidas, não se reconhecem tão rapidamente. Já que, quando nascemos neste plano, apagamos outras memórias. Assim como vivências, para seguirmos nossa jornada presente, livre de todo e qualquer pré-julgamento. Tudo isso varia de acordo com as provas, expiações e missões que cada um tem e exerce em sua própria trajetória.

 Reencontros: amor de vidas passadas como reconhecer?

Para reconhecer um amor de vida passada, não há fórmula pronta. Cada um de nós sente e intui de acordo com a própria maneira de ser e amar. Cada casal e cada relação – seja familiar, romântica ou de amizade – tem especificidades e é por isso que cada elo é tão único e especial.

Sentir uma forte empatia; conseguir entender o que o outro diz apenas com um gesto ou um olhar (ou mesmo a quilômetros de distância); comunicar-se através de sonhos e pensamentos. Tudo isso pode acontecer quando espíritos afins se reencontram e podem ser sinais de amores de vidas passadas. O que vale a pena é saber cultivar os amores. Dando sempre o melhor de nós e, assim, conseguirmos um companheiro ou companheira para amenizar e alegrar a nossa trajetória.

 Lei do esquecimento: preciso reconhecer um amor de vidas passadas?

Agora que já falamos sobre amor de vidas passadas como reconhecer?, é preciso falar sobre a chamada Lei do Esquecimento. Nós, irmãos de ideal espírita, vestidos dos conhecimentos que chegaram até nós através dos espíritos, entendemos que a lei divina é perfeita. Dessa forma, é fácil compreender o motivo pelo qual não nos lembramos de nossas encarnações passadas. Isso não é necessário para a nossa jornada e, de certa forma, seria prejudicial conhecermos todo o nosso passado de vidas anteriores. Ou o passado daqueles que nos cercam.

 Lei do esquecimento: preciso reconhecer um amor de vidas passadas?

Por exemplo: é muito comum que espíritos que já estiveram em conflito sejam unidos na mesma família. Em uma nova encarnação. Nesses casos, a Lei do Esquecimento é fundamental. Quando uma mãe ou um pai veem seu filho pela primeira vez, eles têm a capacidade que amar aquele ser infinitamente. Sem conhecer o seu passado ou os seus vícios como espírito. E isso é perfeito para a evolução. Para o perdão: as mágoas de outras vidas serão superadas nessa vida atual através do amor. E não pela dor.

Desconhecer nosso passado de outras vidas no momento em que encarnamos é algo essencial. Em outras palavras, é a Lei do Esquecimento o que permite que uma nova encarnação seja a oportunidade que todos nós temos de começar um novo ciclo. Obviamente, temos ainda que arcar com erros de outras existências. Mas o fato de desconhecermos esses erros ou os erros de nossos semelhantes faz com que o caminho seja mais fácil e menos doloroso.

Então, afinal, lei do esquecimento: amor de vidas passadas como reconhecer é preciso?

Tudo isso também se aplica aos amores. Se você está com alguém, algum companheiro ou companheira, e se sente feliz, qual a necessidade de ter a certeza que esse tal alguém é um amor de vidas passada? Pode ser e pode não ser. Da mesma forma, se você está infeliz em seu relacionamento, mas acredita que essa pessoa é um amor de vidas passadas, vale a pena insistir nessa convivência apenas por acreditar nisso?

Nossa bagagem espiritual é importantíssima. É verdade. Mas uma nova vida traz consigo novas oportunidades. Novos seres amigos. Portanto, talvez seja mais interessante aproveitarmos essa existência por completo. Tratando de trabalharmos nossa reforma íntima e aperfeiçoarmos nossos defeitos. Sem, necessariamente, estarmos presos e obcecados por descobrirmos quem fomos e quem os outros foram em outras vidas.

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Referências:

  • O Livro dos Espíritos
  • Consolador
  • A Gênese
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2017-06-23T14:24:53+00:00

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