Teste de Mediunidade

//Teste de Mediunidade

Você provavelmente deseja saber se você tem mediunidade e deseja saber se existe um teste de mediunidade, ou teste de paranormalidade. Se esse for o caso o mais provável é que você já tenha tido sinais de mediunidade, ou sinais de mediunidade aflorada – mediunidade ostensiva. Nesse artigo vamos ajudar a responder a dúvida: Será que você possui sensitividade? E descobrir sobre os sinais de mediunidade espiritismo para entender o que representam esses primeiros sinais mediunidade.

Se você não quer ser enganado por exploradores da fé que dizem que existe um teste da banana, e tentam te vender consulta mediúnica e ajuda do seu anjo da guarda, leia este artigo até o fim!

Eu sou Leonardo Martins, idealizados da Canoro e por meio do artigo abaixo, escrito por Max Brügger vamos conhecer o que o espiritismo tem a dizer sobre esses assunto sem mistificação.

Saber Mais

Teste de Mediunidade – Sinais de Mediunidade

Saiba como identificar os sinais de mediunidade

A mediunidade é uma dádiva concedida pelo Pai, sendo mais uma forma de fazermos a caridade. Para isso é necessário que estudemos e entendamos suas funcionalidades para que a prática seja voltada sempre ao bem.

Se você quer saber se possui sinais de mediunidade ou se existe um teste de mediunidade para saber se é, de fato, médium, leia este artigo até o final. Nele iremos nos basear em O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, para estudar e esclarecer algumas dúvidas importantes sobre os sinais de mediunidade:

  • Quais os sinais de mediunidade, segundo o Espiritismo?
  • Como saber se você possui sinais de mediunidade aflorada?
  • Será que você possui sensitividade?
  • Quais os primeiros sinais mediunidade?
  • Existe um teste de paranormalidade?

Os sinais de mediunidade espiritismo

Por meio de estudos espíritas sabemos que os fenômenos ditos sobrenaturais ou paranormais só são possíveis devido às leis de natureza fluídica do mundo dos espíritos. Assim como o nosso mundo visível é regido por leis da física e da química, as quais são estudadas, esquematizadas e registradas pelos cientistas, no mundo invisível há também características, materialidades e funcionamentos próprios, que são diferentes dos que conhecemos e que somos, por enquanto, incapazes de entender completamente.

Antes de tudo, vamos entender o termo “sobrenatural”. Sobrenatural indica alguma coisa que está acima, além do natural. Nesse caso, acima das leis naturais, leis divinas e imutáveis. Se admitirmos que não existe nada que se sobreponha às leis de Deus, logo não há nada sobrenatural. O que entendemos por sobrenatural é apenas o que não conseguimos explicar pelas leis da matéria.

teste de mediunidade, sinais de mediunidade

Alguns fenômenos e características do plano espiritual já nos foram explicitados pelos espíritos benfeitores, fenômenos estes que explicam a existência da mediunidade. Vimos no artigo sobre Mediunidade Ostensiva que o médium é o instrumento utilizado pelos espíritos no contato entre os mundos visível e invisível. Quais os meios físicos que possibilitam os fenômenos entre encarnados e desencarnados?

O que é e como acontecem os efeitos mediúnicos?

Em todas as coisas e em todos os lugares há energia. Aliás, tudo é energia. Devemos aqui entender “energia” como o fluido cósmico universal, princípio de existência de tudo o que há no universo; uma força vibratória que, apesar de não possuir inteligência ou autonomia, é capaz de realizar ações caso esteja sob o comando de um ser inteligente. Desta forma podemos concluir que nós somos constituídos basicamente de uma energia que, pela materialidade, se torna condensada.

quietude

Se tudo é feito de energia e ela pode ser manipulada segundo nossa vontade, concluímos então que os nossos pensamentos também o são. Aqui estamos usando o termo “energia” para sua melhor compreensão. Podemos verificar, no entanto, que no Capítulo II de O Livro dos Médiuns, Allan Kardec chama, o que aqui nomeio como “energia”, de “pensamento” – termo utilizado no século XIX devido à capacidade de compreensão da sociedade sobre o assunto – que relata e comprova a constituição física dos espíritos:

“O pensamento é um dos atributos do Espírito; a possibilidade, que eles têm, de atuar sobre a matéria, de nos impressionar os sentidos e, por conseguinte, de nos transmitir seus pensamentos, resulta, se assim nos podemos exprimir, da constituição fisiológica que lhes é própria.” (1)

Como saber se você possui sinais de mediunidade aflorada?

Somos seres espirituais vivendo experiências carnais, ou seja, somos espíritos investidos em um corpo material, constituído dessa energia. Todos nós encarnados somos espíritos e temos um corpo físico. Propiciando a ligação entre o espírito e o corpo existe o perispírito, um corpo fluídico, semi-material, vaporoso e com forma humana, utilizado pelo espírito desde sua criação. Os desencarnados obviamente não contam com o corpo material, mas também possuem perispírito.

“Ora, o perispírito é matéria, conforme acabamos de ver. Depois, serve-lhe também de agente intermediário o fluido universal, espécie de veículo sobre que ele atua, como nós atuamos sobre o ar, para obter determinados efeitos, por meio da dilatação, da compressão, da propulsão, ou das vibrações.” (2)

O espírito é composto por energia. O perispírito e o corpo físico também: uma energia concentrada e com propriedade material que propicia os fenômenos da mediunidade ostensiva. Com o auxílio do fluido universal citado por Kardec, o espírito utiliza o perispírito, que utiliza de sua materialidade, para realizar os diversos efeitos físicos que a ciência ainda não consegue explicar e que, por isso, são considerados anormais ou paranormais. Então, os sinais de mediunidade aflorada nada mais são que a manipulação no fluído pelo espírito.

Tudo acontece pela manipulação do fluido cósmico universal, onde tudo está inserido. Deste modo, independe se o espírito está encarnado ou não, pois o que permite as manifestações é o espírito como princípio inteligente e o perispírito como veículo.

energia

A paranormalidade (ou mediunidade) é, portanto, a habilidade ou pré-disposição de um espírito encarnado ceder e/ou dominar, segundo sua vontade ou não, o fluido cósmico universal ou energia, que emana de seu perispírito. Como toda lei física, no entanto, há algumas regras e especificidades no que tangem as manifestações:

“Evidente é, pois, e o vosso raciocínio, estou certo, o sancionará, que os fatos de tangibilidade, como pancadas, suspensão e movimentos, são fenômenos simples, que se operam mediante a concentração e a dilatação de certos fluidos e que podem ser provocados e obtidos pela vontade e pelo trabalho dos médiuns aptos a isso, quando secundados por Espíritos amigos e benevolentes, ao passo que os fatos de transporte são múltiplos, complexos, exigem um concurso de circunstâncias especiais, não se podem operar senão por um único Espírito e um único médium e necessitam, além do que a tangibilidade reclama, uma combinação muito especial, para isolar e tornar invisíveis o objeto, ou os objetos destinados ao transporte.” (3)

Os encarnados podem ter a pré-disposição para serem médiuns ostensivos sem o saber, apenas cedendo aos espíritos desencarnados o fluído necessário para a realização dos efeitos visíveis. Desta forma é possível saber quando uma pessoa possui sinais de mediunidade aflorada.

Sobre esta questão, vale verificar a entrevista de um espírito desencarnado dada à Kardec que o questionava sobre manifestações físicas que aconteciam constantemente em uma casa de família. Vide o Capítulo IX da Segunda Parte, item 95, de O Livro dos Médiuns.

 sinais de mediunidade aflorada

Por outro lado, há também os médiuns já desenvolvidos que, com o auxílio de espíritos benfeitores, conseguem controlar sua habilidade para que as manifestações aconteçam segundo sua vontade ou necessidade.

 

Quais os primeiros sinais mediunidade?

Como vimos anteriormente, todos somos médiuns. Todos possuímos o fluído necessário para que hajam as manifestações espirituais. O que difere os que possuem a mediunidade de forma ostensiva é, em primeira instância, a predisposição à ostensividade e, por conseguinte, o grau de desenvolvimento do médium, o conhecimento e o hábito com a habilidade mediúnica.

A mediunidade ostensiva é uma predisposição física, portanto, independe da “vontade” de qualquer pessoa em obtê-la em si mesma. Uma vez portadora da sensibilidade mediúnica, a pessoa poderá ser canal de comunicação entre o mundo visível e o mundo invisível. Geralmente, o médium, que é o intermediador das comunicações entre os dois mundos, sente-se invadido por percepções que uma pessoa que não é médium ostensivo não sente. Estes talvez sejam os primeiros sinais mediunidade.

Os espíritos desencarnados são, como vimos, apenas pessoas que já viveram sobre a Terra em outros tempos e que estão, agora, no plano espiritual. Existe uma variedade de formas de o médium aflorado perceber a presença destes espíritos. Eles se aproximam dos encarnados com o intuito de trazer alguma mensagem, de estar próximo aos familiares que ficaram na Terra ou até mesmo para influenciar, de alguma forma, o comportamento do médium. Confira abaixo se você já sentiu os primeiros sinais de mediunidade:

sinais de mediunidade espiritismo

Essa influência pode ser negativa como, por exemplo, pensamentos diferentes dos pensamentos normais ou ideias que, normalmente, essa pessoa não alimenta; o médium sentir-se mal fisicamente, sentir arrepios, vontades estranhas e incomuns aos seus costumes; ouvir vozes, ver ou receber más intuições dos espíritos; sentir aversões infundadas por outras pessoas, ódios, desejos de vingança por motivos que nem mesmo ele saberia justificar, enfim, são sentimentos e ações próprias do espírito que se aproxima e influencia o médium para que este possa sentir e agir em prol de um mau sentimento.

Quando se trata de um espírito bom que se aproxima do médium, as sensações são completamente diferentes. À aproximação de um espírito superior, o médium sente-se bem, em paz, feliz, tranquilo, pois que as vibrações provenientes do espírito são mais altas, benfazejas, transmitindo ao médium a vontade de agir no bem, na transformação moral deste. Da mesma forma, os espíritos benfeitores também podem transmitir mensagens falando, escrevendo, mostrando ou intuindo os médiuns receptores.

Com tudo isso, então, vemos que as alterações de humores, sem motivos e a qualquer hora, são indícios de que a pessoa possui a sensibilidade mediúnica, ou seja, sente a aproximação de um espírito inferior, ou, sentindo-se bem, com ideias melhores e moralmente superiores, demonstra que a presença espiritual é de espíritos superiores.

Será que você possui sensitividade?

Infelizmente, apesar de ser possível perceber alguns sintomas, não existe um diagnóstico predefinido que anuncie uma possível mediunidade. Neste sentido, devemos entender que, assim como são relativos os sintomas, a confirmação também o é.

Para que se possa descobrir se você possui sensitividade e se a mediunidade pode ser ostensiva, é necessário antes analisar os “sintomas” com precisão devido à variedade de tipos de mediunidade. Se uma pessoa ouve os espíritos, logicamente ela não é um médium vidente e sim audiente. Por isso, é imprescindível que o aspirante a médium, antes de tudo, estude a Doutrina por meio das obras daquele que a codificou: o Pentateuco Espírita de Allan Kardec.

Será que você possui sensitividade?

Podem dividir-se os médiuns em duas grandes categorias:

  • Médiuns de efeitos físicos, os que têm o poder de provocar efeitos materiais, ou manifestações ostensivas.
  • Médiuns de efeitos intelectuais, os que são mais aptos a receber e a transmitir comunicações inteligentes.” (4)

Apresento, resumidamente, os principais tipos de mediunidade estudados por Kardec e registrados em O Livro dos Médiuns:

  • Médiuns de efeitos físicos
    “Os médiuns de efeitos físicos são particularmente aptos a produzir fenômenos materiais, como os movimentos dos corpos inertes, ou ruídos, etc.” (5)
  • Médiuns sensitivos
    Pessoas suscetíveis a sentir a presença dos Espíritos por uma impressão vaga ou por uma espécie de leve roçadura sobre todos os seus membros, sensação esta que elas não podem explicar.
  • Médiuns audientes
    São os médiuns que ouvem as vozes dos Espíritos. É como uma voz interior, que se faz ouvir no foro íntimo; doutras vezes, é uma voz exterior, clara e distinta, qual a de uma pessoa viva. Os médiuns audientes podem, assim, travar conversação com os Espíritos.
  • Médiuns videntes
    Os médiuns videntes são dotados da habilidade de ver os Espíritos.
  • Médiuns curadores
    Este gênero de mediunidade consiste, principalmente, no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto, sem utilizar nenhuma medicação.
  • Médiuns psicógrafos ou escreventes
    São as pessoas que têm a faculdade de escrever por si mesmos sob a influência dos Espíritos. Para o médium, a habilidade de escrever é a mais suscetível de desenvolver-se pelo exercício.

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Analisando estas informações, reflita apenas nas suas sensações mediúnicas. Será que você possui sensitividade?

Teste de paranormalidade – Teste de mediunidade

“Infelizmente, até hoje, por nenhum diagnóstico se pode inferir, ainda que aproximadamente, que alguém possua essa faculdade. Os sinais físicos, em os quais algumas pessoas julgam ver indícios, nada têm de infalíveis. Ela se manifesta nas crianças e nos velhos, em homens e mulheres, quaisquer que sejam o temperamento, o estado de saúde, o grau de desenvolvimento intelectual e moral. Só existe um meio de se lhe comprovar a existência. É experimentar.” (6)

Teste de Paranormalidade – Experimentar

Em O Livro dos Médiuns, Kardec propõe um exercício muito simples para servir como teste de paranormalidade, usando como exemplo o fenômeno mediúnico considerado mais simples e com acesso mais fácil aos que desejam desenvolver a mediunidade: a psicografia. Com o auxílio desta, é possível realizar um teste de mediunidade. Para tal, ele faz algumas considerações a fim de orientar os aspirantes.

É necessário, primeiramente, que o aspirante se recolha em local solitário e silencioso para que seja possível manter a calma e se concentrar durante todo o processo.

A mais importante consideração a ser feita, na verdade, é a única indispensável: concentrar-se na elevação do pensamento, manter-se em prece e pedir, com sinceridade, o auxílio dos amigos espirituais. Desta forma, você atrai para perto de si apenas os espíritos benfazejos, interessados na prática da caridade e do amor como único caminho possível para evolução e elevação moral, tanto nossa quanto de si mesmos.

teste de paranormalidade

Da perspectiva material, Kardec orienta que o médium deve, primeiramente, sentar de forma confortável em uma cadeira em frente a uma mesa, portando papel e lápis e colocar-se na posição específica de quem escreve. Recomenda-se que o braço não se apóie pesadamente sobre a mesa para que não haja dificuldade nos movimentos que se farão necessários. A ponta do lápis deve descansar suavemente sobre o papel, havendo contato ininterrupto; é importante, porém, não aplicar força excessiva no grafite contra o papel para que não haja resistência física que dificulte ou impeça o trabalho.

Para o médium iniciante é recomendável que as primeiras perguntas possam ser respondidas apenas com ‘sim’ e ‘não’ para facilitar a comunicação, até que o médium se adapte à prática. É essencial que as perguntas não sejam fúteis, pois os bons espíritos, interessados nos sentimentos mais puros, não se ocuparão com assuntos egoístas ou de baixa relevância.

“Então, uma só coisa resta a fazer: renovar todos os dias a tentativa, por dez minutos, ou um quarto de hora, no máximo, de cada vez, durante quinze dias, um mês, dois meses e mais, se for preciso. Conhecemos médiuns que só se formaram depois de seis meses de exercício, ao passo que outros escrevem correntemente logo da primeira vez.” (7)

 

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Referências

Todos os trechos presentes neste artigo foram retirados de O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, acessado no endereço www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/07/136.pdf. A seguir estão descritas as referências de cada trecho dentro da obra:

  1. CapítuloII (Primeira Parte), item  Página 29.
  2. CapítuloI (Segunda Parte), item  Páginas 89 e 90.
  3. Capítulo V, item 98. Página 139.
  4. Capítulo XVI, item 187. Página 265.
  5. Capítulo XIV, item 160. Página 235.
  6. Capítulo XVII, item 200. Página 285.
  7. Capítulo XVII, item 204. Página

 

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2017-02-04T07:53:17+00:00
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